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Hospital capacitará médicos para cirurgia minimamente invasiva de próstata

Radiologistas intervencionistas terão de fazer dez procedimentos para receber a certificação

Saúde|Da Agência Brasil

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Técnica é considerada minimamente invasiva porque não precisa de anestesia geral e permite que o paciente saia do hospital duas horas depois da cirurgia
Técnica é considerada minimamente invasiva porque não precisa de anestesia geral e permite que o paciente saia do hospital duas horas depois da cirurgia Lisa F. Young/Getty Images/iStockphoto

O HC (Hospital das Clínicas), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, começará em agosto a treinar, capacitar e certificar médicos radiologistas intervencionistas de todo o Brasil para que eles possam usar uma técnica utilizada no HC, há pelo menos oito anos e que foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina: a Embolização das Artérias da Próstata, usada para tratar o crescimento benigno de próstata.

Desenvolvida pelo médico radiologista intervencionista Francisco Carnevale, a técnica é considerada minimamente invasiva porque não precisa de anestesia geral e permite que o paciente saia do hospital duas horas depois da cirurgia.

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Por meio de um tubo flexível de dois milímetros de diâmetro, os médicos injetam na próstata micro esferas de resina acrílica inofensiva ao organismo para diminuir o tamanho do órgão e aliviar a obstrução da uretra, permitindo a passagem da urina.

Radiologistas intervencionistas

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De acordo com Carnevale, para estarem aptos a realizar a técnica, os radiologistas intervencionistas terão de fazer dez procedimentos para receber a certificação.

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— Esses médicos selecionarão em suas instituições pacientes candidatos a receber o tratamento. Os dados sobre esses tratamentos serão enviados ao Conselho Federal de Medicina que fará a interpretação para que, em um período de dois a cinco anos, saia uma posição oficial do conselho e esses procedimentos sejam aprovados para uso no SUS (Sistema Único de Saúde) e nos planos de saúde suplementar.

O sucesso do tratamento, realizado em 250 pacientes, desde 2008, foi de 91%, com redução de 30% no tamanho da próstata. Dos 11 pacientes tratados no estudo inicial, 10 voltaram a urinar espontaneamente nos dias seguintes ao procedimento.

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— O paciente não tem algumas complicações relacionadas à anestesia. Também não tem prejuízos para a função erétil, para a ejaculação e não tem incontinência urinária, além de parar de tomar medicamentos.

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Ele destacou ainda uma diminuição de custos e menor agressão para a região da próstata.

Alerta, a seguir, para o fato de que, para que o tratamento seja indicado, é preciso uma avaliação prévia do urologista, que é o médico que conhece profundamente a doença e vai acompanhar o homem durante toda a vida.

— Quando se pensar na indicação desse tipo de tratamento como alternativa, que seja uma decisão entre paciente, urologista e o radiologista intervencionista, que é o cirurgião responsável pelo procedimento minimamente invasivo guiado por métodos de imagem. A decisão é entre essas três pessoas, sempre respeitando a vontade do paciente.

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