Inteligência artificial no combate ao AVC é tema de congresso de neurologia
Neuro 26 reúne especialistas para discutir como algoritmos, neuroimagem, telemedicina e novos dispositivos podem apoiar decisões no atendimento agudo
Saúde|Do R7

Quando cada minuto pode mudar o desfecho de um AVC, a tecnologia começa a ocupar um espaço cada vez mais próximo da decisão médica. Algoritmos já são utilizados para analisar imagens do cérebro, identificar oclusões de grandes vasos, quantificar o ASPECTS, reconhecer hemorragias e estimar o core isquêmico.
A questão que se coloca agora é menos sobre se a inteligência artificial chegará à neurologia e mais sobre como o médico deve interpretar e incorporar essas ferramentas à prática clínica.
É esse cenário que estará no centro da mesa-redonda “Inteligência artificial e inovação tecnológica no AVC”, durante o XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia – Neuro 26, realizado pela Academia Brasileira de Neurologia e presidido pelo dr. Osvaldo Nascimento, de 7 a 10 de outubro, no Rio de Janeiro.
A proposta é apresentar ao neurologista geral o que há de mais atual em ferramentas, algoritmos e dispositivos voltados à assistência ao paciente com AVC, incluindo recursos de predição, diagnóstico, monitoramento de sinais vitais, telemedicina e wearables.
“Mostraremos o papel da IA como elemento do raciocínio clínico, e não como substituto”, afirma o neurologista João Brainer Clares de Andrade, um dos participantes da mesa e vice-presidente da Comissão de Inovação e Tecnologia da ABN.
Segundo ele, o debate também passa pela capacidade do profissional de compreender o que está por trás das respostas produzidas pelos sistemas e avaliar seus resultados dentro do contexto clínico.
Entre as aplicações discutidas, a inteligência artificial ganha espaço como recurso de apoio à tomada de decisão em cenários nos quais tempo e precisão são determinantes.
No atendimento ao AVC agudo, a tecnologia pode ampliar a capacidade de análise das informações disponíveis e oferecer suporte à equipe médica diante de situações que exigem respostas rápidas e bem direcionadas.
“Na prática, esses algoritmos podem acelerar a identificação do paciente potencialmente elegível para trombólise ou trombectomia e integrar características clínicas e de imagem para uma decisão mais individualizada”, explica o dr. João Brainer.
A mesa também pretende olhar para além dos algoritmos já incorporados à rotina. A discussão inclui novas perspectivas em dispositivos, inovação na organização do atendimento remoto e ferramentas que podem ampliar a capacidade de monitoramento e tomada de decisão em diferentes cenários de assistência ao AVC.
O tema será discutido no Neuro 26, XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia, realizado pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN), de 7 a 10 de outubro de 2026, no Centro de Convenções Windsor Barra, no Rio de Janeiro.
A programação reunirá especialistas brasileiros e convidados para discutir os principais avanços e desafios da Neurologia, incluindo o impacto da inteligência artificial e da inovação tecnológica na prática médica.
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