Saúde Isolamento eleva risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

Isolamento eleva risco de hipertensão em mulheres, diz estudo

Laços sociais parecem ser mais significativos para mulheres do que para homens e estão associados à saúde cardiovascular, segundo pesquisadora

O risco de pressão alta é 33% maior em mulheres viúvas, mostra pesquisa

O risco de pressão alta é 33% maior em mulheres viúvas, mostra pesquisa

Pixabay

O isolamento aumenta o risco de hipertensão em mulheres, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, publicado recentemente no Journal of Hypertension.

O estudo foi feito a partir de dados de 28.238 homens e mulheres entre 45 e 85 anos que participaram de uma pesquisa mais ampla sobre envelhecimento. A hipertensão foi definida maior que 140/90 mmHg ou maior que 130/80 mmHg em participantes com diabetes ou recebendo remédio para pressão.

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Os pesquisadores observaram que não ter um parceiro ou manter uma vida social limitada, o que significa menos de duas atividades sociais por mês, ou uma rede social pequena, estão associados a uma maior chance de hipertensão em mulheres. 

Além dos laços sociais, eles levaram em conta fatores que afetam a pressão arterial, como idade, tabagismo, consumo de álcool e depressão.

O risco de pressão alta se mostrou maior em mulheres viúvas (33%) em comparação com mulheres casadas. As solteiras apresentaram um risco 28% maior e as divorciadas, 21%. Para os homens, ao contrário, viver sozinho foi associado a uma menor chance de hipertensão. 

Mas as conexões sociais também foram significativas. A associação entre isolamento e hipertensão foram reduzidas em mulheres solteiras ou divorciadas com maiores redes sociais, entre 220 e 573 pessoas. Já as com menos de 85 conexões, a probabilidade de ter pressão alta foi de 15%.

Para a autora sênior do estudo, Annalijn I. Conklin, professora-assistente da Universidade de British Columbia, a descoberta mais importante é que os laços sociais parecem ser mais significativos para mulheres do que para homens. “Os laços sociais são importantes para a saúde cardiovascular e são mais importantes para as mulheres”, disse ao jornal norte-americano The New York Times.

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