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Justiça manda fechar atividades não essenciais por 15 dias no Amazonas

A decisão atende a um pedido do Ministério Público, para garantir a saúde pública por causa do aumento de casos e mortes por covid-19

Saúde|Do R7, com Agência Brasil

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Paciente com covid-19 é atendida no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus
Paciente com covid-19 é atendida no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus

A Justiça do Amazonas determinou neste sábado (2) a suspensão imediata das atividades não essenciais no estado pelo prazo de 15 dias. A decisão do juiz Leoney Harraquian atende a um pedido do Ministério Público, para garantir a saúde pública por causa do aumento de casos e mortes por covid-19 nas últimas semanas. O estado tem sido um dos locais com forte retomada da pandemia de coronavírus.

Leia também: Covid-19 aumenta no AM e governo usa até leitos de maternidade

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No dia 1º de dezembro de 2020, a autoridade estadual de Saúde registrava 4.896 mortes acumuladas, quatro nas últimas 24 horas e 411 pessoas internadas.

No dia 1º de janeiro de 2021, as vidas perdidas para a pandemia subiram para 5.295. Entre o último dia de 2020 e o primeiro deste ano, o número de novas mortes foi de 12, o triplo do registrado há um mês. No dia 31 de dezembro, a quantidade de internados ficou em 814. O total corresponde a quase o dobro do quadro do inicio do mês.

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O número de novas hospitalizações diárias saiu de um patamar de cerca de 30 no início de dezembro para 120 na virada do ano. No dia 1º de janeiro, a taxa de ocupação dos leitos adultos estava em 81,4% e da rede privada, em 93,6%.

O governador Wilson Miranda Lima chegou a endurecer as regras de abertura de comércio no fim do ano. Mas voltou atrás após protestos de comerciantes, empresários e trabalhadores no centro da capital Manaus no dia 26 de dezembro.

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No dia 30 de dezembro, representantes do Ministério Público do Estado, do Ministério Público do Trabalho, da Defensoria Pública da União e da Defensoria Pública do Estado se reuniram com o governador e entregaram um documento solicitando o fechamento de atividades econômicas.

Na recomendação conjunta, as entidades defendem o fechamento imediato do comércio e das atividades econômicas não essenciais até que o índice de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) esteja pelo menos em 85%.

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O documento também elenca como medidas a instalação de novos leitos de UTI covid-19 em quantidade suficiente para garantir condições de atender os pacientes, inclusive os que estão na lista de espera.

Os órgãos de controle do estado também reivindicam que o governo do estado atue para prover recursos humanos e insumos médicos adequados para o enfrentamento à covid-19. A recomendação coloca a solicitação de apoio da Força Nacional de Segurança Pública.

“Não há outro caminho e a ciência não nos aponta outro caminho a não ser evitar aglomerações. Então estamos estudar nas próximas horas que medidas vamos tomar para poder conter o aumento que nós estamos tendo de covid-19 no estado”, disse Wilson Lima diante das demandas.

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