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Leite não reduz risco de fraturas, diz pesquisa

Saúde|Do R7

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Contrariando hipótese bem aceita e difundida na medicina, um estudo sueco divulgado nesta terça-feira, 28, aponta que o alto consumo de leite não reduz a ocorrência de fraturas ósseas e pode até aumentar o risco de morte.

A pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, e publicada no periódico The British Medical Journal, do Reino Unido, mostrou que, tanto em homens quanto em mulheres observados por anos, o índice de mortalidade foi maior entre aqueles que tomavam mais de três copos de leite por dia (média de 680 ml) do que entre os que consumiam até um copo.

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Além disso, não foi observada a redução do risco de fraturas em nenhum dos participantes, resultado que contraria estudos que mostram que o leite tem papel importante na prevenção da osteoporose.

Os cientistas suecos ressaltam, porém, que os resultados do estudo devem ser interpretados de forma cautelosa, uma vez que a pesquisa foi observacional e ainda não fornece evidências suficientes para provar a relação de causa e efeito entre o consumo do leite e a ocorrência de fraturas e mortes.

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Eles defendem que, a partir desse resultado, novos estudos sejam feitos sobre o tema para avaliar a real necessidade de mudar as recomendações sobre a quantidade de produto que deve ser consumida diariamente.

Razões. Embora a pesquisa ainda não permita conclusões definitivas, a hipótese dos pesquisadores suecos é de que o consumo de leite possa ser prejudicial por causa dos altos índices de lactose e galactose, tipos de açúcar presentes na bebida, que, de acordo com estudos anteriores feitos em animais, aumentam o estresse oxidativo no organismo e os processos inflamatórios crônicos.

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A hipótese de que os açúcares seriam os vilões do leite ganha força com outra constatação da pesquisa: houve queda no número de fraturas e de mortes entre o grupo que consumia altos índices de produtos fermentados derivados do leite que têm baixos níveis de lactose, incluindo alguns tipos de iogurte e queijo.

Metodologia. Para avaliar a relação entre o consumo de leite e a ocorrência de fraturas e mortes, os cientistas da Universidade de Uppsala acompanharam um grupo de 61.433 mulheres por 20 anos, período no qual foram registradas 15.541 mortes e 17.252 fraturas. O outro grupo foi formado por 45.339 homens, acompanhados por 11 anos, quando ocorreram 10.112 óbitos e 5.066 fraturas.

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De acordo com a pesquisa, a não redução do risco de fraturas e o aumento da mortalidade foram mais relevantes entre as participantes do sexo feminino. O estudo mostrou ligação entre o consumo do produto e o aumento do estresse oxidativo.

Fabiana Cambricoli

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