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Pesquisa descobre proteína que freia câncer de mama e metástase de pulmão

Conclusão de estudo foi publicada nesta quarta-feira (14) na Nature Communications

Saúde|Do R7

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Estudo foi realizado com ratos
Estudo foi realizado com ratos

Pesquisadores espanhóis descobriram que a proteína TC21 tem um papel essencial no desenvolvimento de câncer de mama e da metástase de pulmão, dois processos malignos que ficam bloqueados quando esta proteína é inibida ou eliminada. A pesquisa, dirigida e apresentada nesta quarta-feira (14) em entrevista coletiva pelo investigador do CSIC (Centro Superior de Pesquisas Científicas) Xosé R. Bustelo, foi publicada na Nature Communications e financiada pela Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC).

O estudo pré-clínico realizado com ratos confirmou que ao inibir esta proteína não só se impede o crescimento dos tumores de mama mais comuns e da metástase de pulmão, mas também dos dois tipos de câncer de mama mais agressivos: o Her2 e os triplos negativos, os subtipos mais difíceis de tratar por conta de sua alta malignidade.

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O estudo também permitiu descobrir que a inibição ou inativação crônica desta proteína "pode fazer com que o tumor desenvolva mecanismos de resistência para combater a inibição desta proteína", um risco especialmente elevado nos tratamentos crônicos ou muito longos, segundo Bustelo.

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No entanto, os pesquisadores também identificaram os mecanismos moleculares que desencadeariam essa resistência, "o que significa que também será possível desenvolver estratégias terapêuticas para prevení-la", especificou o investigador.

— Demonstramos que esta proteína pode ser uma bom alvo terapêutico para o câncer de mama porque sua inibição não causa danos ao organismo e, por outro lado, é muito efetiva para frear os tumores de mama e a metástase de pulmão.

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Mmas a partir de agora os esforços da pesquisa se centrarão em encontrar inibidores desta proteína.

— É um caminho longo que representa anos de estudo e de várias fases e provas até chegar a um tratamento efetivo" em pacientes, mas "vale a pena apostar nisso.

Por sua vez, Balbino Alarcón, pesquisador do CSIC e um dos co-autores do estudo, explicou que a inibição também é efetiva para outra classe de tumores como os linfomas, embora inútil como tratamento terapêutico para outros tipos de câncer como o de pele, o de cólon ou o de pulmão.

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