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Pesquisadores descobrem por que alcoolismo enfraquece os músculos

Fraqueza muscular é um sintoma comum tanto em pessoas que foram alcoólatras

Saúde|Do R7

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Estudo foi liderado pela bioquímica chilena Verónica Eisner
Estudo foi liderado pela bioquímica chilena Verónica Eisner

O impacto do alcoolismo na fusão das mitocôndrias das células contribui para o enfraquecimento dos músculos, segundo um estudo liderado pela bioquímica chilena Verónica Eisner e publicado nesta segunda-feira (20). A fraqueza muscular é um sintoma comum tanto em pessoas que foram alcoólicas durante muito tempo quanto em pacientes com doença das mitocôndrias, os orgânulos celulares que fornecem a maior parte da energia necessária para a atividade celular. Em artigo que publica hoje a revista Journal of Cell Biology, Eisner, da Universidade Thomas Jefferson, e seus colegas descrevem um elo comum em ambas condições: mitocôndrias que não podem ser reparado.

As mitocôndrias reparam seus componentes partidos fundindo-se com outras mitocôndrias e trocando seus conteúdos. Nesse processo as partes danificadas se separam para um reprocessamento e são substituídas por proteínas da mitocôndria saudável que funcionam normalmente. O tecido muscular depende constantemente da energia que fornecem as mitocôndrias, o qual faz com que o trabalho de reparação seja uma necessidade frequente.

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Mas como as mitocôndrias estão muito acirradas entre as fibras de células musculares, a maioria dos cientistas achava que a fusão de mitocôndrias era impossível nestes tecidos. Eisner criou um sistema para "etiquetar" as mitocôndrias nos músculos de esqueleto dos ratos de laboratório com duas cores diferentes e depois observou se se combinavam. Segundo o artigo, Eisner primeiro criou um modelo de estudo com ratos cujas mitocôndrias manifestavam a cor vermelha o tempo todo, e também mediante engenharia genética fez com que as mitocôndrias nas células se tornassem verdes quando eram atingidas por raio laser.

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Assim, criou quadrados de mitocôndrias verdes brilhantes sobre um fundo vermelho. Surpreendentemente as mitocôndrias verdes se combinaram com as vermelhas, trocando seus conteúdos, e também foram capazes de ir a outras áreas onde antes só havia mitocôndrias de cor vermelha. Os resultados mostraram pela primeira vez que a fusão de mitocôndrias ocorre nas células musculares.

Depois, o grupo de pesquisa liderado por Gyorgy Hajnoczky, diretor do Centro MitoCare em Jefferson, demonstrou que das proteínas na fusão de mitocôndrias denominada Mfn1 era a mais importante nas células dos músculos do esqueleto. Os cientistas observaram que a abundância de Mfn1 diminuía até 50% nos ratos com uma dieta de conteúdo alcoólico regular, enquanto que as outras proteínas na fusão não se alteravam.

A diminuição apareceu acompanhada de uma redução substancial da fusão de mitocôndrias, e os investigadores relacionaram a míngua da Mfn1 e a fusão de mitocôndrias com o aumento da fadiga muscular. EFE jab/tr

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