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Por avanço de variante, Ministério estuda reduzir intervalo da Pfizer

Ministério da Saúde também orienta vacinar 'maior número possível' com 1ª dose

Saúde|Do R7

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Vacinação com Pfizer atualmente é feita com intervalo de 12 semanas
Vacinação com Pfizer atualmente é feita com intervalo de 12 semanas MAURO AKIIN NASSOR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite, defendeu nesta segunda-feira (26) que as vacinas disponíveis sejam usadas neste momento para garantir "o maior número possível" de pessoas com a primeira dose. Todavia, com a chegada de mais imunizantes da Pfizer/BioNTech, ela admitiu que a pasta estuda reduzir o intervalo entre as doses.

"O que nos preocupa muito é a variante Delta. Já temos 98 países na qual ela se encontra, e ela tem mostrado que vai a uma preponderância. Aqui no Brasil, ainda prepondera a P.1. Os estudos demonstram que qualquer que seja a vacina presente aqui no nosso país, ela protege as formas graves. Então, o norteador nosso é vacinar o máximo possível com D1 [1ª dose]."

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Atualmente, o PNI (Programa Nacional de Imunizações) determina que a segunda dose da Pfizer seja administrada após 12 semanas. Não há previsão em bula para isto, mas estudos sugerem que não há prejuízo no intervalo maior.

A possibilidade estudada pelo governo é de aplicar a Pfizer com o período estabelecido na bula, de 21 dias.

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"Teremos muitas vacinas e pensaremos talvez em reduzir este intervalo", disse a secretária ao pontuar que há previsão de 63 milhões de doses para agosto.

A Pfizer tem um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer 100 milhões de doses até dezembro, dos quais 17,8 milhões já foram recebidos.

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Além deste contrato, outros 100 milhões de doses da Pfizer, de uma segunda compra, estão previstos para serem entregues em dezembro.

Rosana ressaltou que a única alteração estudada é para a vacina da Pfizer. A AstraZeneca também é aplicada com intervalo de 12 semanas, mas é o indicado em bula.

"A AstraZeneca mostra inclusive que quanto maior o tempo, melhor a formação de anticorpos neutralizantes."

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