UE vai investir R$ 233 milhões para expandir acesso à vacina contra chikungunya
Ideia é ampliar imunização em países de baixa e média renda; ensaios planejados devem começar em 2025
Saúde|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

A União Europeia, por meio da CEPI (Coalizão para Inovações de Preparação Epidêmica, em inglês), anunciou que vai investir R$ 233 milhões, cerca de US$ 41,4 milhões, para ampliar o acesso à vacina contra a chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo o comunicado, a ideia é realizar ensaios para estudar a possibilidade de estender o uso para crianças, adolescentes e mulheres grávidas. O montante será investido ao longo de cinco anos, e o Brasil será um dos países que deve receber os investimentos.
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Segundo o Dr. Richard Hatchett, CEO da CEPI, milhões de pessoas são afetadas pela doença e, atualmente, mais de um bilhão de pessoas vive em áreas onde ocorrem surtos de Chikungunya. “Estes estudos clínicos e a transferência de tecnologia para um fabricante adicional irão acelerar o acesso aos países endêmicos, informar futuras estratégias de implementação de vacinas e aliviar o fardo de futuros surtos de chikungunya”, afirmou.
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A estação mais fria do ano começa neste sábado (21). Com o inverno e a queda nos termômetros, aumentam os casos de doenças respiratórias. Gripe, pneumonia, resfriados, rinite, sinusite, bronquite e asma tendem a se agravar nos dias frios. Por isso, saiba como se prevenir e tratar esses problemas
A coalização explicou que um acordo com a empresa francesa de biotecnologia Valneva, de 24,6 milhões de dólares em financiamento, possibilitou a comercialização e aplicação da vacina de dose única em vários países de média e baixa renda, como o Brasil. A Valneva fechou, em 2021, uma parceria com o IB (Instituto Butantan), que conduziu um ensaio clínico em adolescentes no Brasil para apoiar o licenciamento da vacina neste país, o que seria a primeira aprovação potencial para uso em populações endêmicas.
“A revisão do pedido de autorização de comercialização do IXCHIQ® [imunizante contra a doença] pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está em andamento, com potencial aprovação em 2024″, ressaltou o CEPI. “O IB está comprometido em fornecer a vacina contra chikungunya que desenvolverá e produzirá no Brasil a um preço acessível para distribuição na América Latina”, completou.
Segundo Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, as arboviroses têm se tornado uma preocupação crescente em todo o mundo, devido às mudanças climáticas, que favorecem a adaptação dos mosquitos em outros ambientes. “Isso é altamente relevante, e o esforço do Butantan para codesenvolver a vacina contra chikungunya está alinhado à nossa missão de resolver problemas de saúde pública não apenas no Brasil, mas no mundo todo.”
Além do Brasil, o processo de regulamentação do imunizante está em andamento no Reino Unido. Os Estados Unidos, Canadá e a União Europeia aprovaram o uso da vacina em junho deste ano.
Cenário
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 245.964 casos prováveis da doença, e 150 óbitos por chikungunya. Os dados são de registros feitos até a última sexta-feira (26). O país também investiga 134 mortes que teriam sido causadas pela doença. Ao todo, 59,6% das vítimas eram mulheres, e tinham idade entre 40 e 49 anos. Minas Gerais, Mato Grosso e Espírito Santo são as regiões com os maiores coeficientes de incidência.






















