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Uso excessivo de álcool na adolescência pode afetar amadurecimento, aponta estudo

Pesquisadora defende que abuso da substância pelos mais jovens é problema de saúde pública

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisa da Unifesp revela que consumo excessivo de álcool na adolescência afeta a maturação cerebral.
  • Estudo em camundongos mostrou que altas doses de álcool podem impactar o controle inibitório e a tomada de decisões.
  • Adolescentes que consomem álcool esporadicamente em grandes quantidades podem enfrentar riscos no amadurecimento cerebral.
  • Especialistas defendem que o uso excessivo de álcool por jovens é um problema de saúde pública e pode levar à dependência na vida adulta.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma pesquisa conduzida na Escola Paulista de Medicina da Unifesp apontou que o consumo excessivo de álcool na adolescência afeta a maturação do cérebro e gera impactos que podem perdurar na vida adulta. Os testes foram realizados em camundongos que receberam altas doses de álcool durante a adolescência.

Nomeado “Depois do primeiro drink não consigo parar”, o estudo tinha como objetivo estudar os efeitos da bebida alcoólica no controle inibitório, explica a pesquisadora Karina Possa Abrahão, do departamento de psicobiologia da EPM, em entrevista ao Link News desta segunda-feira (28). São justamente os adolescentes e os jovens adultos que tendem a fazer um uso esporádico e mais intenso do álcool, quando comparados a outras faixas etárias.

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“A gente escolheu esse tipo de padrão porque a quantidade de álcool que a gente toma num único episódio pode causar alterações diferentes de quando a gente bebe, por exemplo, todo dia”, afirma a especialista. Entre elas está a tomada de decisões arriscadas, em razão de um prejuízo no processo de amadurecimento do cérebro. “É como se o adulto se mantivesse com o cérebro adolescente, se colocando em risco e não tomando boas decisões na vida”, pontua a especialista.

Karina destaca que o estudo observou alterações cerebrais, e não necessariamente comportamentais. Nesse sentido, ainda não é possível saber se esses impactos causam marcas permanentes ou se há uma janela de recuperação. Ainda assim, ela aponta que o uso de álcool na adolescência cria uma vulnerabilidade para que aquele indivíduo se torne dependente na vida adulta, e defende que o consumo excessivo da substância por adolescentes é um problema de saúde pública.

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