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Veneno de vespa brasileira pode ajudar a tratar câncer, diz estudo

Pesquisadores aceleram descobertas para realizar uso clínico contra a doença em breve

Saúde|Do R7

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Pesquisadores descobriram substância que combate somente as células cancerígenas, e mantêm as saudáveis intactas (imagem meramente ilustrativa)
Pesquisadores descobriram substância que combate somente as células cancerígenas, e mantêm as saudáveis intactas (imagem meramente ilustrativa)

O veneno de uma vespa brasileira poderá seu uma alternativa ao tratamento de câncer, segundo estudo desenvolvido por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual paulista). A toxina da vespa ataca as células cancerígenas e mantém as células saudáveis intactas, segundo os especialistas. O estudo foi publicado na última terça-feira (1), mostrou que o veneno da vespa Polybia paulista brasileira contém uma poderosa droga "inteligente" que atinge e destrói as células tumorais sem danificar as células normais.

Em testes de laboratório, o veneno se mostrou eficiente em suprimir o crescimento de células da próstata e câncer da bexiga, bem como células de leucemia, resistentes a uma variedade de drogas, porque contém uma molécula chamada MP1, que pode ser capaz de inibir o crescimento de células da próstata e câncer de bexiga, assim como da multi-resistente leucemia sem danificar as células saudáveis.


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Em primeiro lugar, MP1 age na superfície da célula e, em seguida, abre rasgos ou poros suficientemente grandes na membrana, de modo a permitir que o conteúdo da célula vaze, explica Ruggiero Neto, um dos autores do estudo.


— Formados em apenas alguns segundos, esses grandes poros permitem que as moléculas críticas, tais como RNA e proteínas possam facilmente escapar às células. Quando isso acontece, a célula doente morre.

Futuro da Quimioterapia


Os resultados sugerem que a molécula MP1 pode ser uma boa possibilidade para tratamento de câncer no futuro. Se funcionar, seria o primeiro medicamento contra o câncer no mercado que tem como alvo as membranas das células. Os especialistas dizem que o tratamento com MP1 pode ser especialmente útil como parte de uma combinação de medicamentos, cada um dos quais tendo como alvo uma parte diferente da célula cancerosa.

Apesar dos bons resultados, os pesquisadores ainda vêm com cautela o uso do tratamento em humanos, afirma neto.


— Substâncias como a MP1 normalmente não podem diferenciar entre células cancerosas e células saudáveis ​​bem o suficiente para serem considerados como tratamentos. Entretanto, em laboratório, a MP1 matou as células cancerosas e bactérias sem danificar as células normais de ratos.

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