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Clima e tecnologia terão impactos na economia do planeta, diz ONU

Crescente emissão de gases do efeito estufa e a inclusão de máquinas no mercado de trabalho afetam principalmente países pobres

Tecnologia e Ciência|Pablo Marques, do R7

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ONU aponta mudanças climáticas e tecnologia como intensificadores da desigualdade
ONU aponta mudanças climáticas e tecnologia como intensificadores da desigualdade

A ONU, Organização das Nações Unidas, publica nesta segunda-feira (11) o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2019. Além de avaliar o desenvolvimento e a desigualdade em 150 países, o documento também aponta tendências que podem ser confirmadas nos próximos anos.

A mudança climática e as transformações tecnológicas são apontados como dois fatores que podem interferir no desenvolvimento das nações no século 21.

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Os problemas que resultam das mudanças climáticas não atingem todos da mesma maneira. Segundo o relatório, a população dos países mais pobres sentirá primeiro e com mais intensidade esses efeitos do que as nações mais ricas.

A emissão do gás carbônico, por exemplo, é uma das causas da intensificação do efeito estufa que afeta o clima do planeta. Os países com o IDH mais alto são os maiores emissores desse poluente que tem 87% da sua origem a queima de combustíveis fósseis. O relatório ponta que 10% dos países mais ricos do mundo são responsáveis por 45% da emissão de poluentes na atmosfera.

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Segundo a ONU, a desigualdade entre os países seria 25% maior por conta das mudanças climáticas.

O estudo projeta que as nações mais pobres podem ter uma perda de 2% até 20% da perda de suas riquezas na segunda metade do século. Estima-se que cada aumento de 1 °C na temperatura média da superfície global custará 1,2% do PIB mundial.

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Máquinas e o mercado de trabalho

A evolução da tecnologia e a inclusão das máquinas no mercado de trabalho também podem ter um impacto no futuro do planeta. O relatório ressalta a importância de a evolução tecnológica trabalhar para o progresso da humanidade.

Os dados demonstram que a desigualdade está presente também no acesso à tecnologia. As pessoas que vivem em países com baixo IDH têm menos acesso à tecnologia. Hoje os países em desenvolvimento possuem 67 linhas de telefonia móvel por 100 habitantes, por exemplo, a metade do número em países de desenvolvimento humano muito alto.

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Para o acesso à banda larga, os países com baixo desenvolvimento humano têm menos de uma assinatura por 100 habitantes, em comparação com 28 por 100 habitantes em países com desenvolvimento humano muito alto.

A tecnologia deve mudar a relação das pessoas com os empregos. A automação e a inteligência artificial devem ser introduzidas em certas atividades exclusivas para humanos.

A ONU alerta para a necessidade de novas leis serem criadas para o uso ético dos dados coletados e para a aplicação da inteligência artificial, além de ter uma maior fiscalização para evitar o monopólio de alguma empresa em trusts.

Apesar do receio de que o mercado de trabalho fique ainda mais concorrido com máquinas e computadores ocupado postos em fábricas e empresa, o relatório considera que a criação de novas profissões por conta dessa mesma tecnologia também é uma tendência para o futuro.

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