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Condenação de big techs nos EUA é um ‘divisor de águas’ para as redes sociais, diz especialista

Em decisão histórica, júri concluiu que Instagram e YouTube foram projetados para viciar usuários e donos foram negligentes na proteção de crianças e adolescentes

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A justiça de Los Angeles condenou Instagram e YouTube por negligência na proteção de usuários, especialmente crianças.
  • O advogado Flávio D’urso considera a decisão um "divisor de águas" para o uso das redes sociais.
  • No Brasil, mudanças já começaram, com responsabilidade sobre conteúdos de terceiros sendo atribuída às plataformas.
  • D’urso alerta para os danos à saúde mental causados pelo uso excessivo e sugere o uso de inteligência artificial para filtrar conteúdos inadequados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A justiça de Los Angeles, nos Estados Unidos, emitiu um veredito condenando duas das plataformas digitais mais importantes do mundo, o Instagram e o YouTube. As big techs Meta e Google foram condenadas por negligência na proteção dos usuários, principalmente crianças. A alegação é que as plataformas foram projetadas para serem viciantes e comprometem a saúde mental das pessoas.

Em entrevista ao Hora News desta sexta-feira (27), o advogado especialista em tecnologia e crimes digitais Flávio D’urso analisa que essa decisão é um “divisor de águas” e pode trazer mudanças significativas para o uso das redes sociais.

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Big techs são condenadas nos Estados Unidos por serem viciantes
Decisão do júri dos EUA pode trazer 'mudanças significativas' para o uso das redes sociais Reprodução/Record News

D’Urso explica que, no Brasil, as mudanças já começaram a acontecer. Ele cita os episódios do STF ter colocado a responsabilidade de conteúdos de terceiros nas plataformas, caso elas não retirem as publicações ilegais, e a obrigatoriedade de um acompanhamento de responsáveis para quem tem até 16 anos, sendo necessário comprovar essa identidade.

“O uso excessivo traz consequências danosas, inclusive, para essa questão psicológica e intelectual. [...] Um ponto que foi debatido e argumentado nesta ação dos Estados Unidos é essa questão desse feed, dessa linha do tempo infinita, e, quando você percebe, horas foram perdidas nessa rede social sem produzir nada de positivo”, analisa.

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Sobre os tipos de conteúdos que são publicados, o advogado afirma que as redes sociais devem utilizar a inteligência artificial para filtrar as publicações e não deixar que vídeos ilegais alcancem esse público por meio do feed.

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