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Emissões de gases do efeito estufa atingem novo recorde, diz ONU

Relatório da organização indica que o mundo está caminhando para ter mudanças climáticas extremas nos próximos anos 

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De acordo com o relatório, o mundo caminha para ter mudanças climáticas extremas
De acordo com o relatório, o mundo caminha para ter mudanças climáticas extremas

As emissões de gases de efeito estufa atingiram um novo recorde no ano passado, colocando o mundo no caminho para um aumento médio de temperatura de 3 graus Celsius, revelou um relatório da ONU nesta quarta-feira (9).

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) - o mais recente a sugerir que o mundo está caminhando para mudanças climáticas extremas – ocorre após um ano de extremos climáticos preocupantes, incluindo rápida perda de gelo no Ártico, ondas de calor recordes e incêndios florestais na Sibéria e nos Estados Unidos.

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Leia mais: As algas que sobreviveram a 16 mil anos de mudanças climáticas

Na segunda-feira (7), pesquisadores do europeu Copernicus Climate Change Service disseram que o mês passado foi o novembro mais quente já registrado.

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"O ano de 2020 está prestes a ser um dos mais quentes já registrados, enquanto incêndios florestais, tempestades e secas continuam causando estragos", disse o diretor executivo do PNUMA, Inger Andersen.

O relatório anual sobre emissões mede a lacuna entre as emissões previstas e aquelas consistentes com a limitação do aumento da temperatura global neste século, conforme acertado no Acordo de Paris de 2015.

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Sob o pacto climático global, os países se comprometeram com uma meta de longo prazo de limitar o aumento médio da temperatura para abaixo de 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais e buscar esforços para limitá-la ainda mais, a 1,5°C.

As emissões, no entanto, cresceram em média 1,4% ao ano desde 2010, com uma elevação mais acentuada de 2,6% no ano passado devido, em parte, a um grande aumento nos incêndios florestais.

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As emissões totais de 2019 de dióxido de carbono equivalente (GtCO2e) atingiram um novo recorde de 59,1 gigatoneladas. Este ano, houve uma queda temporária nas emissões à medida que as economias desaceleraram em função da pandemia de coronavírus.

A queda de viagens, atividade industrial e geração de eletricidade provavelmente resultará em uma redução de 7% nas emissões, segundo o relatório. Isso se traduz em apenas uma redução de 0,01°C no aquecimento global até 2050.

Leia mais: 15 perguntas para entender as mudanças climáticas

O investimento verde sob os pacotes de estímulo dos governos para tirar as economias da crise induzida pela pandemia poderia cortar em até 25% as emissões previstas em 2030.

Esses pacotes poderiam colocar as emissões em 2030 em 44 GtCO2e - dentro da faixa que dá uma chance de 66% de manter a temperatura abaixo de 2°C, mas ainda insuficiente para atingir a meta de 1,5°C.

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