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Ex-funcionário da OpenAI e Anthropic alerta para risco de ‘vontade própria’ da IA

Segundo especialista consultado pela RECORD NEWS, disputa entre EUA e China dificulta a imposição de limites para o desenvolvimento da tecnologia

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jacob Coxon, ex-funcionário da OpenAI e Anthropic, admite que empresas não sabem como impedir que IA desenvolva objetivos próprios.
  • Flávio D’Urso alerta para os riscos da IA, que deve servir aos interesses humanos, e não aos próprios interesses da tecnologia.
  • Concorrência entre EUA e China impede a imposição de limites no desenvolvimento da IA, devido à busca por liderança tecnológica.
  • Armazenamento de dados por empresas de IA pode representar riscos, exemplificado pela venda de dados para planos de saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em audiência com os vereadores da Câmara de Nova York nesta segunda-feira (5), o ex-funcionário da OpenAI e Anthropic Jacob Coxon admitiu que as empresas de tecnologia não sabem “como impedir” que os modelos de inteligência artificial “desenvolvam objetivos próprios”. Também participaram da audiência representantes da Google, OpenAI, Anthropic e Meta.

Sobre o alerta de Coxon, o especialista em crimes digitais Flávio D’Urso afirma, em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (6), que, ao mesmo tempo em que a inteligência artificial traz avanços para diversos setores, como a saúde, por exemplo, ela traz riscos para a própria humanidade.

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“É algo grave que nós precisamos olhar com muita atenção, porque a tecnologia é tão boa que ela se desenvolve e tem se desenvolvido tão rapidamente, que ela mesma pode e poderá corrigir os seus próprios erros, se desenvolver cada vez mais e trazer resultados cada vez melhores. Lógico que devem ser no interesse do ser humano e não no seu próprio interesse.”

O desafio aumenta quando se trata da concorrência entre duas maiores potências mundiais, como Estados Unidos e China. D’Urso avalia que essas disputas vêm impedindo que haja limites devido ao interesse de liderar na construção da tecnologia. “E há esse interesse das empresas em recuperar esses valores investidos, trazendo lucros e muitas vezes distribuindo seus lucros para seus investidores [...]. E há essa disputa maior que envolve dois países que tentam liderar o mundo inteiro com relação a essa parte da inteligência artificial.”

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D’Urso também chama atenção para o armazenamento de dados que as empresas fazem e exemplifica com o caso de uma empresa que vende inteligência e vende esses dados para planos de saúde, o que pode apresentar um risco para quem utiliza a tecnologia.

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