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Fóssil encontrado na Indonésia é de grupo desconhecido de humanos

DNA revela que esqueleto tem cerca de 7.200 anos e pertencia a uma adolescente que tinha entre 17 e 18 anos

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Esqueleto encontrado na Indonésia pertence a linhagem humana nunca antes vista
Esqueleto encontrado na Indonésia pertence a linhagem humana nunca antes vista

Arqueólogos descobriram os restos mortais de um esqueleto de 7.200 anos de uma caçadora-coletora na Indonésia, que tem uma "linhagem humana distinta", nunca antes encontrada em nenhum lugar do mundo - revela uma pesquisa publicada esta semana.

O fóssil relativamente intacto, que pertencia a uma adolescente de 17 ou 18 anos, foi enterrado em posição fetal dentro de Leang Panninge, uma caverna de calcário no sul de Sulawesi.

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Foi encontrado entre os artefatos do povo toalean, uma das primeiras culturas de caçadores-coletores da região. Estes restos mortais são o primeiro esqueleto conhecido de um habitante toalean.

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Publicado na quarta-feira (25) na revista Nature, o estudo foi uma colaboração entre pesquisadores indonésios e internacionais. A escavação começou em 2015.

"Esta é a primeira vez que alguém informa a descoberta de DNA humano antigo na vasta região insular entre a Ásia continental e a Austrália", disse à AFP Adam Brumm, arqueólogo do Centro de Pesquisa Australiano para Evolução Humana da Universidade Griffith, em Brisbane, um dos coordenadores da pesquisa.

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Brumm se refere a uma área que se estende de Kalimantan e Lombok até o extremo-ocidental de Papúa, conhecida pelos cientistas como Wallacea.

De acordo com os pesquisadores, esta escavação foi particularmente desafiadora, porque o DNA pode se degradar facilmente no clima tropical. "É muito raro encontrar DNA humano antigo nos trópicos úmidos, por isso, é uma descoberta tão feliz", afirmou Brumm.

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A análise do DNA revelou que a jovem fazia parte de um grupo populacional relacionado com os papúas e indígenas australianos dos dias atuais.

O genoma também está vinculado a uma linhagem humana divergente até então desconhecida e que ainda não havia sido encontrada em nenhum outro lugar do mundo.

Com isso, a pesquisa desafia teorias anteriores sobre os tempos de chegada de diferentes grupos de humanos à região. "Isso mostra o pouco que sabemos dos primórdios da história humana nas Ilhas Wallacea da Indonésia", observou Brumm.

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