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Neurônios cultivados fora do corpo ‘aprendem’ a jogar videogame sozinhos

Pesquisa australiana busca descobrir como redes neurais conseguem trabalhar fora do corpo humano

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores australianos conseguiram jogar 'Doom' com neurônios humanos cultivados fora do corpo.
  • A experiência envolve 200 mil células cerebrais em uma placa conectada a um computador, respondendo a estímulos elétricos.
  • O objetivo é investigar se redes neurais biológicas podem aprender e se adaptar a ambientes virtuais.
  • A pesquisa pode avançar a computação biológica, possibilitando próteses mais precisas e novas formas de inteligência artificial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O primeiro jogo da franquia Doom é um clássico conhecido por rodar nas plataformas mais simples e distintas, como em uma calculadora científica, um cortador de grama de luxo e até mesmo em uma escova de dentes eletrônica. Porém, pesquisadores de uma empresa australiana foram além e conseguiram executar o game famoso nos anos 1990 com neurônios humanos cultivados fora do corpo humano.

Para isso, a equipe integrou cerca de 200 mil células cerebrais a uma placa com sensores elétricos, que foi posteriormente conectada a um computador. Ao receber as informações na tela do jogo, o sensor aciona os neurônios, que mandam sinais de resposta e emitem os comandos para o game.


Um dispositivo eletrônico com carcaça verde sobre uma mesa de madeira. Na tela é exibido o jogo 'Doom', enquanto cabos e componentes ficam visíveis atrás do aparelho.
Equipamento integra cerca de 200 mil neurônios a computador com o jogo Reprodução/Record News

O objetivo do experimento é descobrir se redes neurais biológicas conseguem aprender a se adaptar ao ambiente virtual, mesmo fora do corpo humano. Os cientistas deixam claro, no entanto, que as células não têm consciência e não sabem que estão jogando.

A pesquisa australiana abre caminhos para o futuro da chamada computação biológica, que visa misturar células vivas e tecnologia para criar próteses humanas mais avançadas, robôs sensíveis a estímulos e até novas formas de inteligência artificial com menos gasto energético do que os atuais.

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