Neurônios cultivados fora do corpo ‘aprendem’ a jogar videogame sozinhos
Pesquisa australiana busca descobrir como redes neurais conseguem trabalhar fora do corpo humano
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O primeiro jogo da franquia Doom é um clássico conhecido por rodar nas plataformas mais simples e distintas, como em uma calculadora científica, um cortador de grama de luxo e até mesmo em uma escova de dentes eletrônica. Porém, pesquisadores de uma empresa australiana foram além e conseguiram executar o game famoso nos anos 1990 com neurônios humanos cultivados fora do corpo humano.
Para isso, a equipe integrou cerca de 200 mil células cerebrais a uma placa com sensores elétricos, que foi posteriormente conectada a um computador. Ao receber as informações na tela do jogo, o sensor aciona os neurônios, que mandam sinais de resposta e emitem os comandos para o game.

O objetivo do experimento é descobrir se redes neurais biológicas conseguem aprender a se adaptar ao ambiente virtual, mesmo fora do corpo humano. Os cientistas deixam claro, no entanto, que as células não têm consciência e não sabem que estão jogando.
A pesquisa australiana abre caminhos para o futuro da chamada computação biológica, que visa misturar células vivas e tecnologia para criar próteses humanas mais avançadas, robôs sensíveis a estímulos e até novas formas de inteligência artificial com menos gasto energético do que os atuais.
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