Posso confiar em sites que consultam dados vazados?

Especialista orienta usuários a ficarem atentos a endereços falsos que podem roubar mais informações pessoais durante a pesquisa

Resumindo a Notícia

  • Sites estão informando pessoas se seus dados pessoais já foram vazados
  • Endereços estão em evidência desde o vazamento de 223 milhões de dados
  • Sites falsos de busca podem roubar mais informações de quem os acessa
  • Estas plataformas fazem as buscas de maneira parecida com o Google
Especialista orienta usuários a procurarem pela origem do site

Especialista orienta usuários a procurarem pela origem do site

Flickr

O vazamento dos dados de mais de 223 milhões de brasileiros nas últimas semanas deixou muitas pessoas assustadas em relação às informações que podem cair nas mãos de criminosos.

Por conta disso, surgiram sites que buscam se as informações pessoais de alguém foram vazadas, mas a segurança destes endereços também está sendo questionada, uma vez que eles também solicitam alguns dados para realizar essa varredura na internet.

Segundo Luiz Augusto D’Urso, advogado Presidente da Comissão Nacional de Cibercrimes da ABRACRIM (Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas), o desconhecimento destes novos sites deve fazer com que os usuários tenham cuidados antes de fazer este tipo de consulta.

“A confiança em relação a estes sites preocupa, porque nós ainda não conhecemos estes serviços. Então é preciso ter muita cautela, porque podem existir serviços falsos que são utilizados apenas para roubar mais dados”, destaca o especialista.

O advogado ainda afirma que serão necessárias algumas buscas sobre estes novos endereços para saber se de fato eles podem ser usados sem problemas. “Muitos desses sites são novos, inéditos. Então, é sempre importante o usuário ter muita cautela ao utilizar qualquer ferramenta que faz esse tipo de pesquisa, procurando sempre quem criou e se existe alguma empresa responsável por trás disso”, ressaltou.

Essas plataformas de busca sobre os dados vazados solicitam que o usuário informe o CPF e a data de nascimento para que seja feita a localização das informações. Diante disso, o especialista em cibersegurança afirma que essas informações só podem ser armazenadas no site com a autorização dos indivíduos que estão utilizando os serviços.

Luiz Augusto acredita, entretanto, que alguns sites que ficaram em evidência, como o “FuiVazado!”, não são ilegais, uma vez que realizam as pesquisas de maneira semelhante a outras plataformas da internet. “Este site é apenas um serviço de consulta, como o próprio Google. A diferença é que ele é direcionado. Então ele busca as informações nos bancos de dados vazados para oferecer os serviços aos usuários”, destaca.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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