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Regulação de big techs é ‘absolutamente necessária’, diz especialista

Em discurso na ONU, Lula afirmou que seria uma ‘omissão histórica imperdoável’ não enfrentar o desafio da regulamentação das grandes empresas de tecnologia

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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  • Regulação das big techs é essencial para evitar interferências eleitorais e crimes de ódio, segundo o pesquisador Lier Ferreira.
  • Presidente Lula considera a falta de regulamentação das grandes empresas de tecnologia uma "omissão histórica imperdoável".
  • Ferreira argumenta que a regulação deve ser global, indo além das legislações nacionais, com a ONU desempenhando papel crucial.
  • A relação entre tecnologia e meio ambiente é destacada, enfatizando a importância da soberania tecnológica para a preservação ambiental.

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A regulação das big techs e das inteligências artificiais não é um mal em si, muito pelo contrário, argumenta o pesquisador Lier Ferreira. “A regulação é sempre necessária para que a gente não permita que os agentes privados ajam de forma irresponsável, comprometendo valores e mecanismos básicos de coesão social, disseminando crimes de ódio e, inclusive, interferindo nos pleitos eleitorais nos países, como supostamente pode estar acontecendo no Brasil nesse momento”, pontua.

Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista analisa o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, realizada nesta terça-feira (22) em Nova York. Segundo Lula, seria uma “omissão histórica imperdoável” não enfrentar o desafio da regulamentação das grandes empresas de tecnologia. Ferreira concorda que a elaboração de regras é “absolutamente necessária”.


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“Como as big techs têm uma atuação global, a regulação doméstica dos Estados nacionais não basta. É necessário, de fato, superar essa missão histórica, que é uma prerrogativa inclusive preliminar das Nações Unidas, de não regular as big techs e também de não regular o desenvolvimento da inteligência artificial.”

O pesquisador ainda destaca a ligação do tema com a crise climática e elogia a abordagem dada pelo presidente à questão. “Quando nós falamos em meio ambiente e tecnologia, a gente está falando num cenário complexo, a partir do qual nós sabemos que manter a floresta em pé também depende da soberania tecnológica dos países”, conclui.

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