Tecnologia e Ciência Tarântula adota rã como 'pet' para impedir que formigas comam os filhotes dela

Tarântula adota rã como 'pet' para impedir que formigas comam os filhotes dela

Relação de mutualismo foi observada pela primeira vez no fim da década de 1980, em florestas da América do Sul

Resumindo a Notícia
  • Cientistas observaram uma estranha relação de mutualismo na natureza.

  • Uma tarântula imensa que adota pequenas rãs como 'pets'.

  • O anfíbio come formigas que poderiam devorar os ovos do aracnídeo.

  • Em troca, ganha proteção da mãe gigantesca.

Esses dois animais são praticamente amigos

Esses dois animais são praticamente amigos

Reprodução/Twitter/@Rainmaker1973

Uma espécie de tarântula aprendeu a adotar pequenas rãs como "pet", para proteger os ovos e larvas durante o período de crescimento. Em troca de proteção, a rã devora qualquer inseto que poderia jantar os ovos em alguns segundos.

A amizade estranha chamou a atenção dos cientistas, porque os anfíbios são pequenos e desenvolveram uma relação com aracnídeos que poderiam facilmente devorá-los.

Segundo os cientistas, as aranhas os mantêm próximos para que eles comam insetos, principalmente formigas, que poderiam se alimentar dos ovos delas, em troca de proteção entre praticamente todos os aracnídeos.

A desconfiança sobre a estranha amizade começou no fim da década de 80. A dupla de cientistas Reginald Cocroft e Keith Hambler (PDF), da Universidade do Missouri, observou que tarântulas da espécie Xenesthis immanis, comum principalmente nas florestas da Colômbia e Peru, agarravam os pequenos anfíbios da família Microhylidae, e logo depois os soltavam ilesos.

Inicialmente, os pesquisadores pensaram que as toxinas presentes no corpo desses anfíbios eram as responsáveis por eles escaparem com vida, mas algum tempo extra analisando as espécies revelou uma relação de mutualismo entre a dupla.

Os Microhylids são especializados em comer formigas, justamente a maior ameaça aos ovos e à própria tarântula. Além disso, as rãs devoram as formigas e insetos que se aproximam das carcaças das presas dos aracnídeos. Ganha-ganha!

Uma relação similar foi observada na costa da Índia, em 2008. A tarântula Poecilotheria, considerada "grande e agressiva", foi vista várias vezes saindo do ninho que faz em árvores com pequenas rãs, que os cientistas não conseguiram identificar. A suspeita é que a mesma relação foi desenvolvida entre as duas espécies.

A cooperação entre ambos é considerado um caso complexo de mutualismo, onde duas espécies agem em conjunto para benefício de ambos.

Mas até as gigantes tarântulas sofrem, como mostra a matéria abaixo, onde um exemplar da espécie serviu como depósito de ovos de uma vespa. RELEMBRE O CASO ABAIXO!

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