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Após dez mortes, governo reforça segurança e descarta pedir envio da Força Nacional ao Pará

Assassinatos ocorreram após execução de PM; participação de policiais nas mortes é investigada

Cidades|Do R7, com Rede Record

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O governo do Estado não solicitou ao governo federal o envio de homens da Força Nacional ao Pará e reforçou, em toda a região metropolitana de Belém, o policiamento e as rondas, especialmente nos bairros onde foram registrados dez mortes entre a noite de terça-feira (4) e a madrugada de quarta-feira (5). Cinco corpos já foram identificados pelas famílias. Moradores estão com medo de sair nas ruas. 

Nove pessoas são assassinadas após morte de policial em Belém:


A cúpula da segurança pública do Estado se reuniu durante todo o dia para definir quais as medidas serão tomadas para conter a violência na capital e região metropolitana. Ao todo dez mortes foram confirmadas. Segundo a polícia, a onda de criminalidade começou após o assassinato do cabo Antônio Marcos Figueiredo, de 43 anos. Segundo testemunhas, ele foi executado a tiros por três homens ainda não identificados. 

As investigações apontam que ao menos seis mortes tem características de execução. O policiamento foi reforçado nos seis bairros onde os crimes aconteceram. Até agora, ninguém foi preso. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado vai investigar a suposta participação de policiais militares nos assassinatos, como explica o secretário Luiz Fernandes Roha. 


— Nós não temos nenhum caso registrado neste mesmo período de nenhum confronto com policiais. O que nós temos são essas mortes praticadas por esses grupos, mas essa é uma linha de investigação também, se esses crimes podem ou não ter sido praticados por policiais. 

Em noite de terror, dez pessoas são assassinadas em Belém (PA)


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Nove pessoas foram assassinadas após execução de PM em Belém
Nove pessoas foram assassinadas após execução de PM em Belém

Nos bairros onde os crimes aconteceram, o clima é de tensão. Pouca gente fala sobre o assunto, como esse morador que não quis se identificar. 


— Dá um depoimento hoje, amanhã não sabe se está vivo. Existe o poder paralelo, a gente não pode correr o risco. tem vida, tem família, tem filho, tem neto. Fala hoje e amanhã tem casa invadida. 

Reforço

O comandante do 20º Batalhão da PM (Polícia Militar), coronel Dilson Júnior, explicou que o policiamente foi reforçado após a morte de dez pessoas em Belém.

— Os bairros da Terra Firme e Guamá tiveram o policiamento reforçado durante todo o dia. Foram 50 policiais e dez viaturas adicionados ao efetivo normal. Ao todo estamos com 120 policiais nas ruas, e durante a noite teremos o reforço de mais 30 soldados da Tropa de Choque, que também atuaram durante a madrugada na prevenção de crimes.

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