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Cidades

7/1/2014 às 12h36 (Atualizado em 9/1/2014 às 14h12)

Polícia do Maranhão vai investigar vídeo de presos decapitados no presídio de Pedrinhas

Secretário de Segurança promete apuração; sindicato diz que presos são autores

Thiago de Araújo, do R7

A Polícia Civil do Maranhão vai investigar um vídeo que mostra presos decapitados no fim do ano passado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A informação foi confirmada ao R7 pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Aluisio Mendes, na manhã desta terça-feira (7). Conflito entre facções criminosas deixou ao menos 60 mortos no complexo no último ano. A ação da PM no local desencadeou ataques a ônibus e a delegacia, cuja ordem partiu de dentro de Pedrinhas.

Parte do vídeo foi publicada nesta terça (7) pelo jornal Folha de S.Paulo. Nele, detentos de uma facção criminosa gravam os corpos de três rivais, que estão decapitados. O material, ao qual o R7 também teve acesso, foi repassado pelo Sindspem (Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão). O vice-presidente da entidade, Cezar Bombeiro, falou sobre o vídeo.

— Os presos fizeram essa filmagem de quatro presos mortos e três decapitados. Ela foi feita no dia 17 de dezembro do ano passado.

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O material foi repassado, segundo Bombeiro, por detentos de facção criminosa a agentes penitenciários ligados ao sindicato. Ele disse não ter detalhes sobre quem seriam os responsáveis pela gravação.

O vídeo, que tem dois minutos e 32 segundos de duração, começa com a câmera apontada para o chão. Esse quadro grava somente os pés dos detentos (em nenhum momento da gravação os suspeitos das mortes mostram os rostos, mas é possível ouvir suas vozes e até risadas). Um preso pede a quem gravava para "ajustar o foco" da câmera. Com a câmera nas mãos, o preso atravessa o que parece ser uma quadra poliesportiva. O chão está molhado, com poças de água e de sangue.  

No canto da quadra, aparecem três corpos empilhados. Duas cabeças estão sobre as costas de um dos mortos. Os corpos estão bastante machucados, com cortes, perfurações e hematomas — um indicativo que podem ter sido torturados. Um dos detentos puxa a cabeça do terceiro morto e a posiciona ao lado das outras duas.

O secretário de Segurança Pública Aluisio Mendes disse não ter tido acesso ao conteúdo do vídeo até o fim da manhã desta terça, mas afirmou que tomará ciência do material e que a polícia vai investigar a gravação. De acordo com ele, todas as mortes ocorridas dentro do sistema penitenciário do Maranhão — mais de 60 desde janeiro de 2013 — estão identificadas.

— Todos os crimes cometidos no sistema penitenciário, todas as mortes ocorridas dentro do sistema penitenciário já foram alvo de inquérito. Mais de 80% deles já foram submetidos à Justiça inclusive com autoria definida e os que não foram ainda só estão dependendo de laudos do IML para serem concluídos até o final deste mês.

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Mendes colocou o vídeo em dúvida e criticou mais uma vez o relatório produzido pelo juiz Douglas Martins, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que aponta problemas no sistema carcerário do Maranhão. O secretário explicou que o documento do CNJ levou em conta, por exemplo, um outro vídeo que foi apontado como tendo sido feito em Pedrinhas, mas que na verdade não passa de uma “fraude”.

— O que sei é que um vídeo que foi divulgado recentemente, e que inclusive fez parte do relatório do CNJ, que esse comprovadamente é falso. Não ocorreu em nenhuma penitenciária do Maranhão e é um vídeo americano, inclusive. Eu não vi ainda esse último vídeo. Teria que verificar para ver se foi produzido aqui. Mas, em princípio, o que sei é que o vídeo que fez parte do relatório do CNJ é falso, o que comprovamos de maneira enfática, que estava na internet há oito meses e foi produzido nos Estados Unidos.

A reportagem do R7 procurou o governo do Maranhão para comentar o material de presos decapitados, mas a assessoria de imprensa informou que não se pronunciaria sobre o assunto.

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