Cidades

29/1/2013 às 15h26 (Atualizado em 29/1/2013 às 15h27)

"Ser notícia por um motivo desses é muito ruim para nós", diz pai de sobrevivente de Santa Maria 

Jovem confirma que fogo foi causado pela banda, mas não viu segurança barrar saída de público

Do R7

Para o pai de uma das sobreviventes da tragédia de Santa Maria é um lamento que a cidade tenha sido notícia por um motivo negativo. Em entrevista ao Balanço Geral SP nesta terça-feira (29), Dionísio Kuchinski, pai de Bárbara, revelou também que a jovem ainda tem acompanhamento psicológico.

— Imagina uma situação dessas acontecer numa cidade que nem Santa Maria. Uma cidade pequena, para nós, gostosa de morar, sendo que tem cidades muito maiores e que não...ser notícias por um motivo desse é muito ruim para nós de Santa Maria.

Kuchinski contou também que ainda está preocupado com a saúde de sua filha, que, apesar dos ferimentos leves, ela chora ao lembrar e cogita a ideia de não frequentar mais boates.

Brincadeira

Ao relatar o momento do incêndio, Bárbara Kuchinski disse que no começo pensou se tratar de uma brincadeira, e que estava perto do princípio de incêndio porque a festa estava lotada e resolveu buscar um local com mais ventilação.

— Eu estava com meus amigos e a gente estava na frente do palco e a gente resolveu pagar um pouco mais, R$ 10 a mais para ir à área VIP. Como a boate estava muito lotada, a gente resolveu ir ali por causa que tinha menos gente e a gente ia ter mais ventilação.

A jovem confirma que o sinalizador usado pela banda foi o causador do incêndio, mas não viu segurança barrar saída de público, conforme outros relatos. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo.

Veja a cobertura completa da tragédia

Maioria das vítimas era de estudantes. Veja o perfil

Seguranças de boate barraram saída das pessoas, diz sobrevivente

Incêndio

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou 231 mortos e mais de cem feridos. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava.

Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Ao entrar na boate Kiss, para socorrer as vítimas do incêndio, os integrantes da corporação se depararam com uma barreira de corpos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.

— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.

Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos. Prisões

Um dos donos da boate Kiss e dois músicos da banda foram detidos. Os pedidos de prisão, de caráter temporário de cinco dias, foram decretados pelo juiz Regis Adil Bertolin.

Na tarde de segunda-feiram, outro sócio da casa noturna se entregou à polícia. Ele se apresentou no 1º DP (Distrito Policial) de Santa Maria e não falou com a imprensa.

 

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