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Cidades

1/2/2013 às 20h01 (Atualizado em 1/2/2013 às 20h07)

Suspeitos de envolvimento em incêndio podem ser julgados por homicídio qualificado por asfixia, diz delegado

Polícia Civil afirma que eles utilizaram sinalizador “sabendo do resultado”

Paulo Robertos Tavares, especial para o R7 em Santa Maria

Mauro Hoffmann Wilson Dias/ABr

A Polícia Civil de Santa Maria tem convicção que os quatro suspeitos de envolvimento no incêndio da boate Kiss agiram sabendo do resultado. De acordo com o delegado Sandro Meinnerz, em coletiva realizada nesta sexta-feira (1º), um dos responsáveis pelas investigações do caso, eles podem ser enquadrados por homicídio qualificado por asfixia, com a conduta de dolo eventual.

O delegado disse que a conclusão se baseia em testemunhas e no fato de, há cerca de seis meses, um dos proprietários da boate ter dado um entrevista a um jornal local afirmando ter 1,4 mil pessoas na Kiss, mais que o dobro da capacidade do estabelecimento.

Na tarde da última quinta-feira (31), a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão em uma casa de Elissandro, à procura de documentos. Até o momento, 72 pessoas foram ouvidas. Na documentação enviada pelo Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, foi encontrada uma pasta onde está escrito PPCI (Plano de Prevenção a Incêndios), porém, segundo o delegado não há assinatura de um responsável técnico. "Vamos averiguar isso", ressaltou.

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A Perícia não tem data para terminar, adiantou o delegado. Estão sendo colhidas, paralelamente, provas testemunhas e periciais. Técnicos da Polícia Federal se ofereceram para ajudar. Eles são especialistas em informática e farão a perícia dos mais de 60 telefones celulares encontrados no salão da Kiss.

Também na última quinta-feira, a polícia colocou no ar um e-mail para que as pessoas possam colaborar nas investigações, enviando fotos ou gravações de vídeo: denunciapoliciasantamaria@gmail.com.

— Resolvemos colocar este endereço no ar para as pessoas poderem coloborar conosco. Fotos ou vídeos podem ajudar e muito no inquérito.

A falta de segurança, de acordo com o delegado, era grande. Segundo ele, quando a fumaça tomou conta do salão, ninguém conseguiu ver nada; se havia sinais orientando a saída, eles derreteram ou não existiam. O que havia, de acordo com o delegado, eram pontos de saída, escritos em cima da porta, que com a pouca luminosidade, não havia como vê-los.

No chão, ressaltou Meinerz, deveria haver indicações de saída, o que não existia. Além disso, destacou o delegado, se o show fosse na parte da frente da boate, o número de vítimas seria infinitamente maior.

— Analisamos todos os pontos de incêndio e também a questão da segurança. Além disso, a banda usou material (sputnik) que não deveria, assumindo, assim o risco.

Alguns obstáculos também fizeram com que as pessoas tivessem dificuldade em sair do local. Grades de ferro colocadas próximo à saída delimitavam a chegada e saída do público. Na hora do incêndio, elas serviram como obstáculos, fazendo muita gente cair.

Na perícia, estas barras foram erguidas e foi constatado, segundo o delegado, que serviram como uma barreira. Além disso, de acordo com o chefe das investigações, as saídas de ar estavam fechadas.

Segundo ele, a perícia constatou que isto ocorreu de forma deliberada.

— Com isso, a fumaça não teve como escoar para fora da casa. E inundou o ambiente.

Outro ponto que ainda está sendo analisado é o alcance do braço do vocalista até o teto, onde estava a espuma que, ao queimar, acabou gerando gás tóxico. O delegado critica ainda a atitude do músico da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, assim como os outros integrantes da banda gurizada Fandangueira.

— Em um primeiro momento, Marcelo tentou apagar o fogo, com não conseguiu, saiu correndo. Ele estava com o microfone na mão e poderia orientar o público a sair de forma ordeira, dizendo que tinha ocorrido um problema no local.

A espuma não estava somente no teto. Meinnerz afirmou que ela também revestia a parede de trás do palco e os caixas, onde eram pagas as contas. Isso, de acordo com ele, era para melhorar a acústica.

De acordo com o delegado, um funcionário da casa colocou o material, revelando que parte do material era novo e a outra, já usada. O estabelecimento também não tinha brigada de incêndio e, segundo foi apurado, nenhum funcionário tinha treinamento para atuar em casos como o da tragédia.

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