Cidades

1/2/2013 às 10h01 (Atualizado em 1/2/2013 às 11h37)

Vítima de tragédia de Santa Maria era destaque do time de basquete

Jovem estava internado em Porto Alegre, mas morreu após sofrer uma parada cardíaca 

Do R7, com Rede Record

Matheus Rafael Raschen foi capitão da seleção gaúcha de basquete Reprodução/Facebook

Mais um jovem morreu, na noite de quinta-feira (31), por causa do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. A vítima, um jogador de basquete, estava internada em Porto Alegre e sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Agora, o total de mortos chegou a 236.

Matheus Rafael Raschen completaria 21 anos no dia 18 de abril. O jovem deixou a cidade natal, Santa Cruz do Sul, para estudar tecnologia em alimentos na Universidade Federal de Santa Maria. No último sábado (26), Matheus foi até a boate Kiss na companhia de amigos. Conseguiu ser salvo no meio da confusão que se formou depois que a casa noturna pegou fogo, mas teve que receber atendimento médico e, em estado grave, foi transferido para o Hospital de Pronto socorro de Porto Alegre.

Veja a cobertura completa da tragédia em Santa Maria

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Matheus era atleta. Fez parte das categorias de base da seleção brasileira de basquete e foi capitão da seleção gaúcha. Em Santa Cruz, sempre jogou pelo Corinthians. Como última homenagem, o corpo de Matheus será velado nesta sexta-feira (1º) no ginásio do clube. O velório estava marcado para as 8h.

Incêndio

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou 236 mortos e mais de cem feridos. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

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A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Ao entrar na boate Kiss, para socorrer as vítimas do incêndio, os integrantes da corporação se depararam com uma barreira de corpos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.

— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.

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Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos. 

Prisões

Um dos donos da boate Kiss e dois músicos da banda foram detidos. Os pedidos de prisão, de caráter temporário de cinco dias, foram decretados pelo juiz Regis Adil Bertolin.

Na tarde de segunda-feira, outro sócio da casa noturna se entregou à polícia. Ele se apresentou no 1º DP (Distrito Policial) de Santa Maria e não falou com a imprensa.

Assista ao vídeo:

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