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Alta dos juros básicos é criticada por empresários e trabalhadores

Banco Central elevou, nesta quarta-feira (2), a Selic de 10,75% para 11% ao ano

Economia|Do R7

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A elevação foi anunciada nesta quarta após a reunião do Copom
A elevação foi anunciada nesta quarta após a reunião do Copom

Empresários e trabalhadores criticaram a decisão do Copom (Comitê Político Monetário) do BC (Banco Central) de elevar a taxa básica de juros, a Selic de 10,75% para 11% ao ano. O anúncio da elevação foi feito nesta quarta-feira (2) ao fim da reunião do comitê.

A CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) acreditam que o novo aumento reduzirá ainda mais a capacidade de crescimento da economia brasileira e impactará negativamente, sobretudo, no nível de investimentos e no consumo das famílias.


Para a Fiesp e Ciesp (Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), mais uma vez não existem fatores que justifiquem mais uma elevação dos juros. O presidente das instituições, Paulo Skaf, afirmou que a “economia segue em marcha lenta e nova alta de juros só servirá para retardar ainda mais a retomada”.

— Com o agravante de que os juros estão subindo e as expectativas de inflação não caem. O Brasil só trabalha no curto prazo, não há gestão, estratégia. O País precisa deixar de lado o improviso. Precisamos de um plano focado no crescimento econômico, controle dos gastos de custeio, investimento em infraestrutura, educação de qualidade e reforma tributária. O Brasil precisa de um plano de longo prazo e menos juros.


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Para o presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Carlos Cordeiro, "essa nova e descabida elevação da Selic somente favorece o apetite insaciável do mercado financeiro e vai encarecer a produção e o consumo, dificultando o crescimento econômico do País e freando a política de geração de empregos, melhoria dos salários dos trabalhadores e a distribuição de renda". De acordo com o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, "os trabalhadores ficam em uma encruzilhada".


— Se, por um lado, eles perdem com a inflação, por outro perdem com os juros altos. São obrigados a reduzir o consumo e, no geral, têm dívidas a serem quitadas arcando com juros exorbitantes.

Em relação aos próximos passos do Copom, o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Rogério Amato, afirma que "a manutenção do ritmo de aumento dos juros também visa a conter as expectativas de inflação, que continuam ascendentes".


— Daqui para a frente, devido ao fraco nível de atividade e à redução da taxa de câmbio, num contexto de deterioração das contas externas, poderia ser conveniente realizar uma pausa no incremento da taxa Selic.

Segundo o Presidente da Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados), José do Egito Frota Lopes Filho, "tanto na ponta da produção como na ponta do consumo, o atual arranjo é perverso para o país e compromete o futuro da nossa economia. É preciso sair dessa armadilha, e a necessidade de reformas é cada vez mais premente".

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