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Dólar tem leve alta de 0,09% e fecha em R$ 2,38

Feriado nos EUA e baixo volume de negociações contribuíram para resultado desta segunda (17)

Economia|Do R7

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Dólar abriu semana com leve alta de 0,09%
Dólar abriu semana com leve alta de 0,09%

O dólar teve leve alta de 0,09% ante o real nesta segunda-feira (17) e fechou em R$ 2,3887 na venda, após bater R$ 2,3935 na máxima e R$ 2,3795 na mínima do dia.

O resultado veio ao fim de uma sessão marcada por baixíssimo volume de negociações devido ao feriado nos Estados Unidos e por pequenas variações durante todo o dia.


Segundo dados da Bolsa de Valores de São Paulo, o volume financeiro do pregão ficou em R$ 2 bilhões (US$ 850 milhões), bem abaixo da média diária de janeiro, de R$ 3,5 bilhões (US$ 1,5 bilhão).

O economista da corretora H.Commcor Waldir Kiel falou sobre o volume das negociações, referindo-se ao feriado norte-americano do Dia do Presidente.


— Com o feriado lá fora, o volume de negociações ficou muito baixo e não houve nenhum fato relevante para que o dólar saísse da estabilidade.

No exterior, o dólar perdeu um pouco de força contra boa parte das moedas emergentes nesta sessão de poucos negócios, ainda repercutindo os dados norte-americanos fracos divulgados na semana passada, que alimentaram expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, possa diminuir o ritmo de cortes no seu programa de compra de títulos.


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Pela manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes a venda futura de dólares. Foram mil contratos para 1º de agosto e 3 mil para 1º de dezembro deste ano, em operação com volume equivalente a US$ 197,6 milhões.


Além disso, também vendeu o lote integral de 10,5 mil swaps em mais um leilão para rolar os vencimentos de 5 de março. Com isso, o BC já rolou cerca de 56% do lote para o próximo mês, que equivale a US$ 7,378 bilhões.

O clima de calmaria desta sessão contrastou com a volatilidade vista recentemente no mercado doméstico, que tem sofrido intensa pressão em meio à onda global de mau humor em relação a ativos de países em desenvolvimento.

Essas turbulências levaram o dólar a superar no fim de janeiro o patamar de R$ 2,40, que analistas identificavam como importante nível de resistência. Com isso, alguns agentes passaram a afirmar que, embora o vaivém deva ser retomado em breve, a divisa deve oscilar no curto prazo entre R$ 2,35 e R$ 2,45.

O estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, falou em "nervosismo" para a sessão da próxima terça-feira. 

— Hoje o mercado está andando de lado, mas amanhã já deve retomar o nervosismo.

Bolsa de São Paulo

Já o principal índice da Bolsa de São Paulo (Ibovespa) fechou no vermelho nesta segunda-feira, com o feriado nos Estados Unidos reduzindo a atividade de investidores estrangeiros e a liquidez do pregão, o que tende a favorecer movimentos mais acentuados.

As ações do setor elétrico foram destaque de queda, em meio a incertezas sobre qual será a contribuição do governo para pagar os maiores custos de energia por conta do acionamento das temelétricas.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,29%, a 47.580 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 4,9 bilhões, já incluindo R$ 1,7 bilhão do exercício de contratos de opções sobre ações.

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