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Brasil fecha 2025 com aumento de 5% no estoque de empregos

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam expansão do mercado formal, com avanços maiores nas regiões Nordeste e Norte

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil registrou um aumento de 5% no estoque de empregos formais em 2025, totalizando 59,971 milhões de trabalhadores.
  • O setor de Serviços foi o principal responsável, com 35,695 milhões de empregos e um crescimento de 7,2% em relação a 2024.
  • A remuneração média teve uma leve queda de 0,5%, atingindo R$ 4.434,38.
  • Crescimento de empregos foi mais intenso nas regiões Nordeste e Norte, com 10,1% de aumento em ambas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

País atingiu a marca de 59,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O Brasil fechou o ano de 2025 com um aumento de 5% no estoque de empregos formais em comparação com 2024. O país encerrou o ano passado com um total de 59,971 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

Desse total, 46,128 milhões são celetistas e 12,657 milhões, estatutários. Já os trabalhadores em organizações sem fins lucrativos, sindicatos, pessoas físicas rurais, entre outros, somaram 1,186 milhão.


As informações constam na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

“Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo. Poderíamos estar em uma situação melhor se não fossem os juros praticados”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ao divulgar os números.


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Setores em destaque

O principal setor responsável pelo estoque de empregos foi o de Serviços, com 35,695 milhões — uma alta de 7,2% em relação a 2024. Na sequência, aparecem o Comércio, com crescimento de 1,7% e 10,487 milhões de empregos, e a Indústria, com 9,017 milhões e um avanço também de 1,7%.

A construção somou 2,57 milhões de postos, registrando uma alta de 2,5%, enquanto a agropecuária atingiu 1,812 milhão de empregos, com crescimento de 1,6%.


No setor de serviços, a administração pública mostrou crescimento de 15,2% no número de vagas, com 1.483.555 vínculos. A maior parte desse crescimento se concentrou nos municípios, com 18,2% (1,182 milhões de vínculos), e nos governos estaduais, de 10,3% (408.018 vínculos).

Houve aumentos expressivos na Educação, com alta de 6,2% (212.611 vínculos), e de menor intensidade na Saúde Humana, com 4,2% (142.598 vínculos).


Apesar do aumento no estoque de empregos, a Rais mostrou uma ligeira queda na remuneração média: recuo de 0,5% na mesma base de comparação, chegando a R$ 4.434,38 em 2025.

Números por região

A Rais é divulgada anualmente e apresenta informações sobre todos os estabelecimentos formais e vínculos celetistas e estatutários no Brasil. Segundo os dados, o número de estabelecimentos com empregados passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões — um crescimento de 2,1%.

Os números mostram ainda que, entre as regiões, o crescimento relativo foi mais intenso nas regiões Nordeste, de 10,1%, com 1.076.603 vínculos criados. Na sequência, aparecem o Norte, com alta de 10,1% e 354.753 vínculos, e o Centro-Oeste, com crescimento de 5,7% e 322.513 vínculos.

A Região Sudeste, com o avanço de 2,9% e 807.240 vínculos, e a Sul, com alta de 2,9% e 285.514 vínculos, também registraram aumentos absolutos expressivos.

A distribuição do emprego formal permaneceu concentrada no Sudeste (47,4%), seguido pelo Nordeste (19,5%) e pelo Sul (16,8%).

Entre as Unidades da Federação, o maior crescimento relativo do estoque de empregos em comparação a 2024 foi registrado no Amapá (20,5% e 31.396 vínculos), seguido pelo Piauí (13,2% e 74.244 vínculos), Alagoas (13% e 81.633 vínculos) e Paraíba (12,9% e 103.278 vínculos).

Em variação absoluta, os maiores crescimentos ocorreram em São Paulo, de 2,3% (357.493 vínculos); na Bahia, com 9,7% (266.035 vínculos); em Minas Gerais, crescimento de 3,7% (224.876 vínculos); e no Ceará, com aumento de 10,6% (195.462 vínculos).

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