4 a cada 10 brasileiros acham mais fácil pagar dívida em 2026 do que o Brasil ganhar a Copa
Segundo pesquisa, mesmo com o cenário de alto endividamento, 74% dos entrevistados pretendem gastar dinheiro no Mundial

Organizar as finanças e conquistar a Copa do Mundo parecem desafios equivalentes para os brasileiros. Enquanto 41% acreditam que é mais fácil terminar 2026 sem dívidas do que ver o Brasil conquistar o hexacampeonato, 39% consideram mais provável a seleção ser campeã do mundo do que conseguir fechar o ano no azul.
É o que mostra o estudo “Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros”, realizado pela Creditas, em parceria com a Opinion Box.
A pesquisa revela ainda que 20% dos brasileiros estão dispostos a se endividar para ver os jogos da seleção no Mundial, que acontece de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
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Entre os jovens de 18 a 24 anos, geração que nunca viu o Brasil campeão do mundo, o índice sobe para 30%. Já entre os brasileiros que já possuem dívidas, 37% afirmam que aceitariam ampliar o endividamento em troca do título mundial.
Isso porque o torneio funcionaria como um gatilho de consumo e de maior tolerância ao risco financeiro.
“A Copa cria um ambiente de forte mobilização emocional e social, o que naturalmente flexibiliza decisões financeiras que normalmente seriam mais racionais. O problema é quando essa combinação de impulso, consumo e falta de planejamento começa a pressionar ainda mais um orçamento que já está fragilizado.”
Mesmo com o cenário de alto endividamento no país, 74% dos entrevistados pretendem gastar dinheiro ao longo da Copa e, entre eles, 80% afirmam que poderiam fazer isso sem planejamento para acompanhar a seleção.
Além disso, 49% afirmam que momentos de socialização, como assistir aos jogos com amigos e familiares, justificam o gasto além do previsto.
O impacto financeiro também acompanha o desempenho da seleção: 47% afirmam que poderiam aumentar os gastos caso o Brasil avance na competição. Além disso, 14% admitem que poderiam se endividar para viver a experiência do torneio.
Além do aumento no consumo, a pesquisa aponta que 56% consideram participar de bolões ou bets durante o torneio. Entre pessoas de 18 a 24 anos, o percentual sobe para 69%.
“Quando o entretenimento passa a ser acompanhado por um comportamento de risco, surge um ponto de atenção importante. Os dados mostram que as apostas já fazem parte do cotidiano de consumo, o que reforça a necessidade de ampliar o debate sobre educação financeira, especialmente em contextos de maior exposição ao consumo e ao risco.”
A pesquisa ouviu 561 entrevistados de todas as regiões do país, de forma online, entre os dias 15 e 22 de abril de 2026.
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