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Sob efeito do BC e Trump, dólar encosta em R$ 3,30

Moeda americana era negociada a R$ 3,27 no final da manhã no mercado financeiro

Economia|, com R7

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Dólar era negociado a R$ 3,27 no final da manhã desta quinta-feira
Dólar era negociado a R$ 3,27 no final da manhã desta quinta-feira

O dólar disparava nesta quinta-feira, encostando em R$ 3,30, após o Banco Central suspender suas intervenções por meio de leilões de swaps reversos e com os investidores ainda mostrando temor após a vitória do republicano Donald Trump nas eleições nos Estados Unidos, o que pressionava moedas de outros países emergentes também.

Às 11h30, o dólar avançava 2,15%, a R$ 3,2785 na venda, depois de ter batido R$ 3,3014 na máxima do pregão, maior patamar intradia desde 16 de setembro (R$ 3,318). O dólar futuro operava com alta de quase 1,3%.


"O mercado não sabe até quando o BC não fará leilões de swap reverso e já está procurando 'hedge', antecipando uma ausência futura", explicou o superintendente da Corre parti Corretora, Ricardo Gomos da Silva.

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Na noite passada, o BC anunciou que interrompeu a oferta de leilões quase diários de swaps cambiais reversos, equivalentes à compra futura de dólares. O objetivo é "acompanhar e avaliar as atuais condições de mercado" após a inesperada vitória de Trump.

Segundo dados do BC, há US$ 6,491 bilhões em contratos de swap tradicional — equivalentes à venda futura de dólares — que vencem em 1º de dezembro e que, se o BC mantivesse o movimento até então, poderiam ser anulados se os leilões de reversos fossem mantidos neste mês.


"É um volume considerável", comentou o operador da corretora H.comm cor, Clube Ales Machado, lembrando que o estoque total de swaps tradicionais equivale a US$ 24,106 bilhões.

Em outubro, o BC anunciou que não anularia integralmente os contratos que venceram em 1º de novembro, o que também gerou pressão altista sobre a moeda norte-americana.

No exterior, os investidores ainda pressionavam as moedas emergentes, como o peso mexicano, após a vitória de Trump à Presidência dos Estados Unidos que, apesar de ter adotado um tom mais conciliador em seu discurso após as eleições, ainda gerava cautela nos mercados.

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