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Taxa básica de juros sobe pela sétima vez seguida e chega a 10,5%

Diferença pode ser sentida na compra parcelada de automóveis, por exemplo

Economia|Do R7

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Carro que custa R$ 15 mil à vista terá aumento no juro total de R$ 400,80 em parcelamento de 60 vezes, segundo cálculo da Anefac
Carro que custa R$ 15 mil à vista terá aumento no juro total de R$ 400,80 em parcelamento de 60 vezes, segundo cálculo da Anefac

O Copom (Comitê de Política Econômica) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (15) aumentar pela sétima vez seguida a taxa básica de juros (veja infográfico com o histórico abaixo). A Selic subiu de 10% para 10,5%.

O aumento não interfere na caderneta de poupança. Entretanto, o consumidor vai pagar mais para pegar dinheiro emprestado em bancos ou parcelar compras em lojas, como na compra de automóveis.


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A taxa Selic é usada pelo governo para conter a alta dos preços. Quando aumentada, o juro do crédito cresce, as pessoas passam a comprar menos e o comércio tende a diminuir os preços dos produtos para não perder lucro.


Novos juros

A Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgou nesta semana cálculo da diferença de gastos com compras e empréstimos após o aumento da taxa básica.


A entidade cita o exemplo do financiamento de um automóvel que custa R$ 25 mil à vista. Se financiado em 60 parcelas, o comprador irá pagar, ao final, R$ 400,80 a mais em juros em relação a quanto gastaria com o valor antigo da Selic. O preço do veículo a prazo sobe de R$ 39.574,09 para R$ 39.974,80, nesse caso.

Outros exemplos utilizados pela associação mostram variações de gastos menores com a nova taxa Selic: a compra de uma geladeira que custa R$ 1.500 tem gasto com juros aumentado em R$ 4,49 em parcelamento de 12 meses do pagamento e o cheque especial com uso de R$ 1.000 em 20 dias tem juro aumentado em R$ 0,27.


Já o cartão de crédito rotativo com uso de R$ 3.000 em 30 dias tem juro elevado em R$ 1,20; o empréstimo pessoal em bancos no valor de R$ 5.000 pago em 12 meses tem juro aumentado em R$ 14,49 e o empréstimo pessoal em financeiras no valor de R$ 500, também quando pago em 12 meses, tem o juro elevado em R$ 1,62.

Para o diretor-executivo de estudos econômicos da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o aumento de 0,5 ponto percentual da taxa básica se justifica devido ao fato do índice estar bem acima do centro da meta da inflação (4,5%). 

O economista ainda afirma que, após o aumento da taxa básica, algumas instituições financeiras podem manter as suas taxas de juros das operações de crédito inalteradas devido à competição no sistema financeiro após os bancos públicos reduzirem com mais força suas taxas de juros em relação aos bancos privados.

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