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Venda de carros novos cai 10% em abril na comparação com 2013

Exportações brasileiras de veículos despencaram 30% em abril na comparação com ano passado

Economia|Do R7, com Reuters

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Veículos novos no pátio de transportadora em São Bernardo do Campo (SP)
Veículos novos no pátio de transportadora em São Bernardo do Campo (SP)

A venda de veículos novos no Brasil continua apresentando resultados piores em 2014 na comparação com 2013. Dados divulgados nesta sexta-feira (9) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revelam queda de 12,1% nas vendas em abril deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Considerando automóveis leves, comerciais leves, caminhões e ônibus (nacionais e importados), foram comercializadas 293.240 unidades em abril de 2014 (em abril de 2013, o montante chegou a 333.738).


No acumulado do ano, foram comercializados 1,1 milhão de veículos, contra 1,16 milhão vendidos no mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 5%. A previsão da Anfavea para todo 2014 é de crescimento de 1,1%.

Apesar da retração em relação a 2013, a venda de veículos novos cresceu 21,8% em abril na comparação com março, batendo também as vendas de fevereiro e janeiro.


O presidente da Anfavea, Luiz Moan, relativizou a queda deste ano, já que o mês de abril de 2013 registrou recorde de vendas para o mês. Ele ressaltou que 2014 teve o segundo melhor resultado para meses de abril "de toda a história".

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Exportações despencam 30%


Considerando apenas as exportações, os dados da Anfavea mostram um cenário ainda pior para o setor. Enquanto que, em abril de 2013, foram exportados 52.771 veículos, em abril de 2014 o número chegou a 36.735 unidades — tombo de 30,3%.

No acumulado do ano, a queda é de 31,8%, com 111.928 unidades exportadas de janeiro a abril de 2014, ante 164.276 no mesmo período de 2013.

Em valores, as exportações brasileiras de autoveículos entre janeiro e abril acumulam queda 21,7% sobre o mesmo período de 2013, para US$ 3 bilhões.

Produção também cai

Pressionada pelos maus resultados nas vendas, a produção brasileira de veículos em abril cresceu 1,6% sobre o fraco resultado de março, mas despencou 21,4% sobre o mesmo mês do ano passado. O setor produziu 277,1 mil veículos em abril.

Com o desempenho, a indústria acumula produção de 1,07 milhão de veículos no ano até abril, queda de 12% sobre o primeiro quadrimestre de 2013.

O desempenho já motivou recuo no nível de emprego, que caiu 1,1% em abril sobre o mesmo mês do ano passado, para 154,2 mil postos de trabalho, segundo os dados da entidade.

Muitas montadoras de veículos do País adotaram nas últimas semanas estratégias para corte de produção, diante de acúmulo de estoques em concessionárias e pátios. As medidas incluíram programas de demissão voluntária e redução nas horas trabalhadas.

Até março, o estoque acumulado era de 387,1 mil veículos, equivalente a 48 dias de vendas. A Anfavea ainda não divulgou dados atualizados para os inventários em abril.

Moan afirmou que ainda negocia com sindicatos possíveis medidas relacionadas à flexibilização do mercado de trabalho.

— O setor ainda está na fase de conversa com os sindicatos sobre qual a melhor proposta. Com o governo nem falei ainda. Enquanto não fechar com os sindicatos, não vou levar nada.

Em abril, Moan defendeu a proposta de ampliação do programa de lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho), que prevê o uso de dinheiro do seguro-desemprego para pagar parte do salário dos empregados afastados.

Crédito

Moan voltou a afirmar que o setor automotivo precisa de mais crédito. Ele reconheceu que a disponibilidade de oferta do sistema bancário é alta, mas avaliou que a seletividade de análise na concessão está muito restrita.

"A régua de seletividade tem que mudar de patamar", defendeu.

— No ano passado, cerca de 50% das propostas de financiamento foram recusadas. Isso significa 1,6 milhão de pedidos não aprovados, o que representa quase 50% das vendas do ano passado.

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