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Polícia Militar se afasta do Centro Paula Souza em SP

Justiça considerou ilegal a entrada da PM no prédio ocupado no centro da capital paulista

Educação|Do R7

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Alunos ocupam Centro Paulo Souza desde a última quinta-feira (28)
Alunos ocupam Centro Paulo Souza desde a última quinta-feira (28)

Depois de a Justiça considerar ilegal a entrada da Policia Militar no prédio ocupado do Centro Paula Souza, o imóvel e o entorno ficaram, na manhã desta terça-feira (3), sem nenhum policial. Desde quinta-feira (28), quando os alunos ocuparam a unidade por melhorias na alimentação escolar, a polícia acompanhava o protesto.

As quatro ruas do entorno do prédio — ruas dos Andradas, Timbiras, Aurora e General Couto de Magalhães — que haviam sido bloqueadas nesta segunda-feira (2), foram liberadas para o tráfego de veículos.


Após passar a noite de sexta no local, mais uma vez, os alunos não permitiram a entrada dos funcionários no prédio. Comandados pela superintendente do centro, Laura Laganá, os servidores da autarquia fizeram um abraço coletivo no imóvel ocupado. Alguns gritavam que queriam trabalhar e outros xingaram os estudantes.

A servidora Maria de Lourdes Cerqueira, de 38 anos, que é do setor de limpeza da autarquia, chegou às 6h para o trabalho e esperou até as 10h pela decisão dos alunos.


— Eu entendo e acho a reivindicação justa, mas eles estão prejudicando os funcionários. Só queremos trabalhar.

Inae Lima, de 17 anos, aluna da Etec Carapicuíba, disse que os estudantes não liberaram a entrada dos funcionários por questões de segurança da ocupação.


— Nós só sairemos daqui quando todas as Etecs tiverem merenda de qualidade. Não merenda seca, mas a refeição adequada para alunos que ficam oito horas na escola.

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