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Eleições 2014

Agressiva e emocionada, Marina Silva chama Dilma de mentirosa

“Mentira é quem diz que não sabe que tinha roubo na Petrobras”, diz presidenciável do PSB

Eleições 2014|Diego Junqueira, do R7

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Marina foi recebida por militantes e aliados em São Paulo
Marina foi recebida por militantes e aliados em São Paulo

Em queda nas pesquisas eleitorais e com a possibilidade cada vez mais real de ficar fora do segundo turno, de acordo com as últimas pesquisas, a presidenciável Marina Silva (PSB) lançou críticas e ataques, nesta terça-feira (30), contra sua principal adversária na disputa pelo Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff (PT). Bastante agressiva e até emocionada, Marina disse que Dilma mente sobre “roubos” na Petrobras.

Durante discurso de 40 minutos em São Paulo, onde reuniu empresários, lideranças de movimentos sociais e militantes dos partidos de sua coligação, a ex-senadora mostrou qual será a marca na reta final de campanha: os ataques diretos contra a presidente, diferente do que aconteceu no debate transmitido pela TV Record e Portal R7, no domingo (28), quando teve desempenho sem destaque.


No debate, a presidente explorou as votações de Marina no Congresso sobre a CPMF (o antigo imposto sobre movimentações financeiras, extinto em 2007), quando ela era senadora pelo PT. Marina rebateu as acusações de que teria mentido sobre seu posicionamento na votação.

A candidata do PSB disse durante a atual campanha que votou a favor do imposto, utilizado para o Fundo de Combate à Pobreza, entre outras finalidades. No debate, a presidente relembrou que Marina votou contra a CPMF em quatro ocasiões, mas não disse que ela foi favorável em ao menos duas outras votações. Marina, por sua, omitiu as votações contrárias.


A pessebista relembrou o caso hoje para desqualificar a presidente, dizendo que Dilma não entende como funciona o Congresso.

— Um processo legislativo, pra ser votado, passa por muitas etapas. Tem coisa que a gente vota no principal, e depois não vota nas emendas. Vota nas emendas, mas não vota no principal. Quem não foi nem vereadora e vira presidente do Brasil não entende isso. Come pela boca do marqueteiro.


Marina subiu ainda mais o tom de seus ataques e envolveu a presidente nos casos de corrupção na Petrobras.

— Não venha me chamar de mentirosa. Mentira é quem diz que não sabe que tinha roubo na Petrobras. Mentira é quem diz que não sabe quem está cometendo a corrupção nesse País. Mentira é quem diz que ia fazer 6.000 creches e faz apenas 400.


Após o ataque inflamado, quando foi aclamada pelos cerca de 100 simpatizantes que ocupavam o salão do Espaço do Bosque, na zona oeste de São Paulo, Marina afirmou que suas acusações não eram “nenhuma mentira contra nossa presidente”.

“Aliás, mesmo tendo perdido [as eleições de 2010], eu celebrei quando esse país a elegeu a primeira mulher presidente do Brasil. Em 500 anos de história, eu nunca pensei que uma mulher pudesse permitir fazer o que estão fazendo para destruir a biografia honrada de uma outra mulher’, afirmou a candidata, emocionada e com a voz rouca que carrega há pelo menos duas semanas, devido ao cansaço e à agenda da campanha.

— Amanhã vão dizer: “Ela é fraca. Ela se emciona. Ela não serve pra governar o Brasil”. Olha, a pior coisa que existe é quando você fere e diz: "Engula o choro, não reclama". [A pior coisa] É você fazer o jogo do dominador, é você se integrar a eles para se parecer com eles. Eu não quero me parecer com essa gente.

Após demonstrar claramente que estava emocionada, Marina disse que sua emoção não tinha a ver com ódio nem mágoa, mas com "indignação".

— Quem não é capaz de ficar indignada com as injustiças não merece ser presidente do Brasil.

Programa de governo

Marina e seus aliados, como o presidente do PSB, Roberto Amaral, e o presidente do PPS, o deputado Roberto Freire, além do candidato a vice, Beto Albuquerque, aproveitaram para atacar Dilma e Aécio Neves (PSDB) pelo fato de eles ainda não terem divulgado seus programas de governo.

"Nosso programa de governo recebeu críticas por quê? Porque ele existe. Não dá pra criticar o programa da Dilma e do Aécio", ironizou Amaral.

Outro tema bastante explorado pelos líderes da campanha foram as denúncias de corrupção que atingem o atual governo. Amaral chegou a dizer que "nosso governo não terminará em delação premiada e na Papuda", em referência aos políticos presos na Ação Penal 470, o chamado 'mensalão".

Representando os partidos da coligação, Freire criticou a "governabilidade", prática que garante apoio no Congresso à coalizão do governo federal. 

— O Brasil não está condenado a ter um governo que tenha que cooptar [políticos].

Marina se mostrou frustrada com a atual eleição e disse que era para ter "outra qualidade", já que os candidatos são "filhos da democracia": uma torturada na ditadura e outro neto de Tancredo Neves.

— Olha a qualidade que seria.

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