Campanha de Dilma aposta em programa de TV para reduzir rejeição à petista
Queda nas pesquisas de intenção de voto ainda não preocupam campanha da presidente
Eleições 2014|Do R7

Estrategistas do comitê de campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff acreditam que a oscilação negativa nas recentes pesquisas eleitorais e o alto nível de rejeição à petista podem ser vencidos quando começar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
Na avaliação da campanha de Dilma, as pesquisas da semana passada não trouxeram grandes novidades, mesmo após uma delas, do instituto Sensus, apontar o empate na intenção de votos em um segundo turno entre Dilma e o candidato do PSDB, senador Aécio Neves (MG). É o que argumenta uma das fontes do comitê petista ouvidas pela Reuters.
— A presidente ainda leva vantagem se somados os dois outros principais adversários. Em todas as pesquisas mais recentes ela está oscilando no mesmo patamar, próximo a 40% , o Aécio fica sempre no mesmo patamar de 20% e o Eduardo Campos fica ali entre 8% e 9%.
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Essa fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou ainda que nesse momento não há o debate de ideias e projetos e quando começar a campanha na TV a tendência é que a redução da rejeição à Dilma, hoje na casa dos 35%, de acordo com pesquisa Datafolha.
— Precisa da disputa política [para reduzir essa rejeição].
Dilma tem grande vantagem em relação aos adversários na propaganda eleitoral gratuita. Terá 11 minutos e 48 segundos para apresentar as ações do governo e novas propostas.Já Aécio, com uma aliança menor de partidos, terá apenas 4 minutos e 31 segundos na propanda eleitoral. E Campos terâ que apresentar suas propostas em apenas 1 minuto e 49 segundos.
A propaganda na TV, porém, só começa no dia 19 de agosto e até lá Dilma pode continuar acumulando desgaste, já que a avaliação do governo, segundo o Datafolha, também oscilou negativamente.
Os que consideram a gestão Dilma ótima ou boa somam 32%, segundo a pesquisa divulgada dia 17 de julho, diante de 35 por cento no começo do mês. Os consideram o governo ruim ou péssimo eram 26% e agora somam 29%.
Um outro integrante do comitê de campanha também minimizou a oscilação negativa nas pesquisas e o cenário de segundo turno e reforçou a aposta da campanha petista.
— O governo tem bons resultados a apresentar e tem um grande especialista, o João Santana [marqueteiro da campanha de Dilma], para mostrar isso no programa eleitoral. Isso vai ajudar a reduzir a rejeição à presidente.
Desde março, após uma aparente recuperação da aprovação do governo, Dilma tem oscilado negativamente nas pesquisas. Em fevereiro, segundo o Datafolha, ela chegou a ter 44% das intenções de voto e, agora, no levantamento da semana passada esse percentual caiu para 36%.
Nesse período, Aécio subiu quatro pontos percentuais, saindo de 16% para 20%. E Campos oscilou entre 9% e 10%, mas no último levantamento apareceu com 8% das intenções de voto.




