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Eleições 2014

“Estamos diante de um mal entendido”, diz Marina sobre saída de coordenador de campanha

Para candidata, problema com Carlos Siqueira deve ser resolvido pelo PSB

Eleições 2014|Bruno Lima e Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Marina Silva atende a imprensa na chega à sede do PSB, em Brasília
Marina Silva atende a imprensa na chega à sede do PSB, em Brasília

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (21) que o rompimento com o ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos foi causado por um “mal entendido”. Carlos Siqueira, secretário-geral do partido e chefe da candidatura Campos, anunciou hoje que não participará da campanha da ex-senadora ao Palácio do Planalto.

Marina afirmou, no entanto, que está disposta a manter todo o quadro de coordenadores que foi indicado pelo partido e espera que a legenda resolva o problema.


— O que eu disse é que os coordenadores que o PSB entendesse que seriam eles, eram os coordenadores. Porque eu não iria fazer interferência na coordenação que já havia sido indicada pelo PSB. É lógico que estamos diante de uma situação que tem um mal entendido e que o próprio PSB deve esclarecer.​

O "mal entendido" na campanha acontece menos de 24 horas após a chapa do PSB ser oficializada, com Marina para presidente e o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice.


Siqueira deixou a coordenação da campanha por não ter sido indicado por Marina para continuar no posto. Mas a candidata alega que não fez a indicação porque isso caberia ao PSB.

Ambos participam hoje de uma reunião na sede do partido, em Brasília, com todas as outras legendas que integram a coligação Unidos Pelo Brasil: PPS, PPL, PRP, PHS e PSL, além do PSB e da Rede Sustentabilidade, grupo político da presidenciável.


Na chegada ao evento, Siqueira afirmou apenas que a campanha está entrando em uma “nova fase”.

— Eu estava numa coordenação de uma pessoa que era do meu partido e em quem eu tinha restrita confiança. Agora terminou essa fase e vai ter uma nova.


Siqueira confirmou que não trabalha mais para a eleição da ex-senadora e disse que a decisão sobre quem vai integrar o grupo à frente da campanha deve vir da própria candidata.

— A campanha vai continuar com uma nova candidata, e daí essa nova candidata deve escolher o seu coordenador.

Quando questionado se aceitaria o cargo, ele preferiu não tomar uma posição.

— Não posso falar, sou apenas um membro da direção, precisa a direção decidir o que vai fazer.

Coligação

Mesmo com o mal estar dentro do PSB, assessores de Marina garantem que não há disputa de cargo e que a coligação está pacificada sobre a candidatura.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, lamentou a saída de Siqueira, mas afirmou que entende os motivos do ex-coordenador.

— Ele deve ter suas razões. Lamento. Respeito muito Carlos Siqueira e gosto muito dele.

A saída de Siqueira é a segunda baixa da coligação menos de um dia após a chapa Marina e Albuquerque ser oficializada. O PSL, que também faz parte da aliança Unidos Pelo Brasil, não enviou representantes para o evento em Brasília.

Ao R7, o presidente da legenda, Luciano Bivar (PSL-PE), disse hoje que o partido vai deixar a coligação após a "mudança substancial na cabeça da chapa".

— Nós não tivemos nenhum contato pessoal com a candidata. Ela não reafirmou os compromissos que tínhamos com o Eduardo Campos, e ficamos muito preocupados e muito desconfortáveis em acompanhar [a campanha] quando, na verdade, a gente não sabe o que ela pensa.

No entanto, para Marina Silva, a ausência de Bivar no encontro de hoje se deve a conflito de agenda.​

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