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Assembleia adia posse de Chávez e lhe concede "o tempo necessário para se recuperar"

O presidente venezuelano está internado em Cuba para tratamento de um câncer

Internacional|Da ANSA

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Chávez, por recomendação médica, não participará da cerimônia de juramento prevista para amanhã
Chávez, por recomendação médica, não participará da cerimônia de juramento prevista para amanhã

A Assembleia Nacional (AN) da Venezuela adiou a posse do presidente Hugo Chávez e lhe concedeu o tempo necessário para se recuperar para que possa prestar juramento para o seu novo período constitucional diante do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

"Presidente Chávez, esta honorável Assembleia lhe concede todo o tempo que necessite para atender sua doença e volte a Venezuela quando a causa inesperada tenha desaparecido", declarou Diosdado Cabello, presidente do Parlamento.


Chávez, por recomendação médica, não participará da cerimônia de juramento prevista para amanhã no Parlamento e o fará no local posteriormente, diante do Tribunal Supremo de Justiça.

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Presidente reeleito nas eleições presidenciais do final de 2012, Chávez está em Cuba em recuperação após realizar a quarta cirurgia desde 2011 contra um câncer.

O adiamento da posse foi aprovado pela maioria simples dos parlamentares, após uma sessão acalorada, na qual a oposição insistiu na ausência temporária do mandatário e o juramento no cargo, por parte de Cabello, como presidente do Parlamento, de acordo com o que estabelece a Constituição.


"Estamos diante da ausência temporária do Presidente eleito e a única solução que apresenta a Constituição a este fato, é que o presidente da Assembleia Nacional assuma o cargo", afirmou o deputado da oposição Omar Barboza, do partido Um Novo Tempo.

— Se o vice-presidente e os ministros pretendem entrar em funções como tais a partir de 10 de janeiro sem que se cumpra a previsão constitucional cairão em uma usurpação de funções.

"Diante de uma violação da Constituição, somos obrigados a convocar o povo da Venezuela para restabelecer a vigência da Constituição e o respeito da verdade, que estaria sendo violada com esta conduta", alertou o deputado. 

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