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Donald Trump é intimado a depor em comitê que investiga invasão ao Capitólio

Ex-presidente americano terá que fazer juramento e entregar documentos; prazo para comparecer é até 14 de novembro

Internacional|Do R7

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Donald Trump, 45° presidente dos Estados Unidos
Donald Trump, 45° presidente dos Estados Unidos

O comitê legislativo que investiga a invasão do Capitólio ocorrida em 6 de janeiro de 2021 intimou formalmente nesta sexta-feira (21) o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump a depor sob juramento e entregar documentos.

O painel concedeu a Trump o prazo de 4 de novembro para apresentar documentos, enquanto terá de prestar depoimento "por volta do dia 14" do mesmo mês. A comissão votou a favor de intimar Trump na sua última reunião pública, em 13 de outubro.


A comissão também divulgou o conteúdo da carta que o presidente, o democrata Bennie Thompson, e a vice-presidente, a republicana Liz Cheney, enviaram nesta sexta-feira ao ex-mandatário, na qual enfatizam o "papel central" que ele desempenhou no esforço "orquestrado e intencional" para revogar os resultados das eleições de 2020, nas quais foi derrotado pelo atual presidente, Joe Biden.

Além disso, destacaram também o papel que ele desempenhou no "bloqueio" da transição de poder.


Especificamente, o comitê acusa Trump de divulgar informações falsas sobre uma suposta fraude eleitoral, que não conseguiu provar na Justiça por não ter apresentado provas, para anular o resultado da votação.

A entidade também acredita que o ex-presidente procurou "corromper" o Departamento de Justiça, além de pressionar os funcionários e legisladores locais a alterar os resultados, reunindo dezenas de milhares de apoiadores em 6 de janeiro, incitando-os à violência em mensagens nas redes sociais e se recusando a dispersar os militantes.


Thompson e Cheney declaram na carta que o comitê reuniu "provas esmagadoras", algumas delas de "dúzias" de nomeados e funcionários de Trump, que provam que o ex-presidente "orquestrou e supervisionou pessoalmente" os esforços para anular as eleições e obstruir uma transição pacífica de poder.

Recordam também que esta não é a primeira vez que um presidente é intimado, pois há precedentes de vários líderes do país que foram convocados a apresentar provas ao Congresso.


A comissão aprovou por unanimidade a intimação Trump há pouco mais de uma semana, após mais de um ano de investigação e de ter convocado centenas de ex-funcionários e assessores de seu governo.

Após essa votação, Trump se manifestou na sua rede social, TRUTH, e em carta enviada à comissão criticando do trabalho do painel e dando indícios de que não pretende cooperar. O que não está claro é o que poderá acontecer neste caso e quais serão os próximos passos do comitê.

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