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Nova espécie de dinossauro de 210 milhões de anos é descoberta no Zimbábue

Fóssil encontrado às margens do lago Kariba revela nova espécie e indica que o sul da África abrigava ecossistemas diversos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um fóssil no Zimbábue revelou uma nova espécie de dinossauro, o Musango matusadonaensis, que viveu há 210 milhões de anos.
  • O fóssil, encontrado em 2018 no lago Kariba, é um dos mais completos do período no país, com partes da coluna, costelas, braços, pernas e pés.
  • O Musango media cerca de 4,5 metros, pesava 222 quilos, caminhava sobre duas patas e possivelmente era herbívoro.
  • A descoberta sugere que o sul da África tinha ecossistemas diversos no Triássico, desafiando a ideia de que os dinossauros da região eram semelhantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fóssil do Musango matusadonaensis foi encontrado às margens do lago Kariba, no Zimbábue Divulgação/Natural History Museum/Mark Witton

Um fóssil encontrado no Zimbábue levou cientistas à descoberta de uma nova espécie de dinossauro que viveu há cerca de 210 milhões de anos. Batizado de Musango matusadonaensis, esse é o quinto animal já identificado no país. O estudo foi publicado na terça-feira (28) na revista Journal of Systematic Palaeontology.

Os restos foram encontrados em 2018 às margens do lago Kariba, no norte do país. Mesmo sem encontrar o crânio, os pesquisadores conseguiram identificar partes da coluna, costelas, braços, pernas e pés, tornando-se um dos fósseis mais completos desse período já descobertos no Zimbábue.


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Foi estimado que o animal media cerca de 4,5 metros de comprimento e pesava aproximadamente 222 quilos, peso semelhante ao de um porco adulto. Diferente dos grandes dinossauros de pescoço comprido que apareceriam milhões de anos depois, o Musango tinha um corpo mais leve e caminhava sobre duas patas.

A análise dos ossos mostrou que o animal tinha cerca de oito anos quando morreu e já estava quase totalmente desenvolvido. Os fósseis também apresentam sinais de que ele sobreviveu a um ferimento grave ou a uma infecção antes de morrer.


A descoberta também muda a forma como os cientistas enxergam a fauna pré-histórica do sul da África. Até pouco tempo, a ideia era que os dinossauros da região fossem muito parecidos entre si. Agora, o estudo indica que diferentes ecossistemas abrigavam espécies distintas durante o período Triássico.

Como o crânio não foi preservado, ainda não foi possível confirmar exatamente qual era a alimentação do Musango matusadonaensis. A principal hipótese é que ele fosse herbívoro, alimentando-se principalmente de plantas.


Para a equipe responsável pelo estudo, a descoberta reforça que ainda há muito a ser encontrado na região. Segundo os cientistas, os fósseis já descobertos podem representar apenas uma pequena parte da diversidade de dinossauros que viveu no antigo supercontinente Gondwana.

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