Entidades judaicas querem levar atentado contra Amia a ONU e OEA
Promotor Alberto Nisman estudava levar caso à CS da ONU
Internacional|Ansa
Entidades judaicas argentinas querem pedir a instâncias internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OEA (Organização de Estados Americanos), que os cinco iranianos acusados de planejar o atentado contra um centro judaico em 1994 sejam julgados em um terceiro país.
"Começamos a realizar ações internacionais e avaliar alternativas jurídicas para apresentar a causa em órgãos de direitos humanos da OEA, ONU e outros foros, com a intenção de que, caso algum dos iranianos seja detido em algum país, possa ser julgado imediatamente neste lugar", explicou o secretário-geral das Associações Israelitas Argentinas (Daia), Jorge Knoblovits, em entrevista ao jornal local La Nación.
O ataque, causado por um carro-bomba, à sede da Associação Mutual Israelita da Argentina (Amia), em Buenos Aires, deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos. Os responsáveis pelo atentado terrorista nunca foram identificados com certeza ou julgados.
Conheça o caso AMIA, a investigação pela qual Alberto Nisman perdeu a vida
O Judiciário argentino acusou o Hezbollah do Líbano de ter cometido o crime a pedido do governo iraniano e investiga Ahmah Vahidi, suposto co-autor ideológico do atentado, Mohsen Rabbani, cérebro por trás do ataque, Ali Akbar Ashemi, ex-presidente iraniano (1989-1997) acusado de orientar Hezbollah sobre ação, entre outros.
No começo deste ano, o promotor responsável pelo caso, Alberto Nisman, acusou a presidente Cristina Kirchner de acobertar suspeitos de atentado diante de interesses políticos e econômicos.
Ele foi encontrado morto em seu apartamento, em circunstâncias ainda não esclarecidas, poucos dias depois.
De acordo com Knoblovits, Nisman estudava levar a causa a instâncias internacionais poucos meses antes de morrer e já havia conversado com membros da Daia e da Amia.
A imprensa argentina publicou recentemente que o magistrado pretendia levar a causa diante do Conselho de Segurança (CS) da ONU.
EUA monitoram situação na Argentina após morte de promotor, diz Casa Branca













