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Governo palestino saúda acordo obtido por Kerry, mas Hamas rejeita negando a legitimidade do presidente

As negociações de paz diretas entre palestinos e israelenses estão estagnadas há cerca de três anos

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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O Hamas, no poder na Faixa de Gaza, rejeitou o acordo, negando a legitimidade de Abbas para representar o povo palestino
O Hamas, no poder na Faixa de Gaza, rejeitou o acordo, negando a legitimidade de Abbas para representar o povo palestino

A presidência palestina saudou nesta sexta-feira (19) o acordo de princípio alcançado pelo secretário de Estado americano, John Kerry, para a retomada de negociações com Israel, ressaltando, entretanto, que ainda há "detalhes a acertar", enquanto o movimento radical Hamas rejeitou o anúncio.

Durante os últimos encontros entre Kerry e o presidente palestino, Mahmud Abbas, "progressos foram realizados que tornaram possível um acordo sobre princípios que permitem a retomada das negociações", declarou o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Roudeina, em um comunicado divulgado pela agência oficial WAFA.


Ele ressaltou, no entanto, que "ainda há detalhes a acertar", sem indicar a natureza.

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A ministra da Justiça e chefe dos negociadores israelenses, Tzipi Livni, também saudou o anúncio do secretário de Estado americano, John Kerry, sobre um acordo para a retomada das negociações entre israelenses e palestinos.


Tivemos "longos meses de ceticismo e de cinismo", considerou a ministra em um comunicado. "Mas agora, quatro anos de estagnação diplomática estão prestes a terminar".

Livni deve se reunir em breve com o negociador palestino Saeb Erakat em Washington para realizar as "primeiras negociações", declarou Kerry.


"Sei que quando as negociações começarem, elas serão complexas e não serão fáceis", prosseguiu Livni. "Mas estou convencida de que é a melhor coisa para o nosso futuro, nossa segurança, nossa economia e nossos valores".

Ela saudou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "que tomou decisões que representam os interesses importantes de Israel", e Kerry, por sua "determinação", que "levou os palestinos e, nós também, à sala de negociações".

Já o Hamas, no poder na Faixa de Gaza, manifestou a sua rejeição ao acordo, negando a legitimidade do presidente Mahmud Abbas para representar o povo palestino.

"O Hamas rejeita o anúncio de Kerry sobre a retomada das negociações", declarou o porta-voz do movimento, Sami Abu Zuhri, reafirmando que "Abbas não tem legitimidade alguma para negociar em nome do povo palestino sobre questões fundamentais".

As negociações de paz diretas entre palestinos e israelenses estão estagnadas há cerca de três anos.

Ao final de sua sexta viagem à região, John Kerry anunciou nesta sexta-feira um acordo para uma retomada das negociações de paz entre palestinos e israelenses, acrescentando que um encontro reunirá em Washington, na semana que vem, negociadores das duas partes.

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