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20 de Junho de 2013

23/12/2012 às 13h05 (Atualizado em 23/12/2012 às 15h34)

“Não vou me casar com um assassino, mas com o homem que eu amo”, diz argentina

Edith quer se casar com o assassino de sua irmã gêmea

Do R7

Edith Casas vem defendendo nos últimos dias o casamento com o assassino de sua irmã Reprodução/Clarin.com

Edith Casas foi alvo de diversas críticas no mundo inteiro depois de anunciar que se casaria com o assassino de sua irmã gêmea. Em entrevista ao jornal Clarín publicada neste domingo (23), Edith afirmou confiar na inocência e na liberdade do seu noivo.

— Não vou me casar com um assassino, vou me casar com o homem que eu amo; formar uma família e viver com ele pelo resto da minha vida.

Edith quer se casar com Victor Cingolani, que foi condenado a 13 anos de prisão depois de ter matado Johana, em julho de 2010, irmã gêmea de Edith.

Na época, Victor era namorado de Johana e cunhado de Edith.

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A argentina diz não se sentir culpada em se apaixonar pelo ex-namorado da irmã, já que a relação dos dois foi curta.

De acordo com Edith, ela se apaixonou por Victor pela forma que ele sempre a tratou. Ela disse ainda que os dois se dão muito bem juntos e que, mesmo que ele seja julgado como culpado, ela irá aguardar sua liberdade.

A mãe de Edith entrou na Justiça para evitar o casamento, conseguindo a anulação.

Na ação, a mãe sustentou que a filha "não se encontra no pleno uso de suas faculdades mentais, está privada de sua razão e corre riscos reais de abusos de sua integridade física e psíquica", solicitando que a Justiça realize exames psicológicos em Edith.

Edith disse ao jornal Clarín que sua relação com a mãe nunca esteve bem, ainda mais nos últimos tempos.

De acordo com a jovem, a mãe nunca se importou com nenhuma das irmãs e sempre as deixou sozinhas. Por isso, ela reprova a atitude de anular o casamento.

— Já disse que vou me casar de qualquer maneira. Sou maior de idade e posso decidir o que quero. Sinto que a anulação do casamento tirou estes direitos de mim, mas não vou deixar de me casar com quem eu amo.

Edith conta que a relação com o pai e com o irmão é melhor do que com a mãe. Além disso, apesar de a relação com a irmã sempre ter sido boa, elas nunca foram unidas, e, nos últimos tempos, elas apenas se falavam, mas não eram próximas.  

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