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Presidente no exílio e rebeldes aceitaram trégua no Iêmen, diz Ban Ki-moon

Medida é vista como o primeiro passo para um possível cessar-fogo permanente

Internacional|Do R7

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Desde que começaram os bombardeios sauditas, mais de três mil pessoas morreram no conflito do Iêmen
Desde que começaram os bombardeios sauditas, mais de três mil pessoas morreram no conflito do Iêmen

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou nesta quinta-feira (9) que o presidente iemenita no exílio, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e os rebeldes houthis aceitaram uma trégua humanitária no Iêmen a partir desta sexta-feira (10), às 23:59 (17h59 em Brasília) até o fim do Ramadã, o jejum muçulmano, no próximo dia 17.

Ban disse que Hadi "comunicou ter aceitado uma pausa à coalizão" militar liderada pela Arábia Saudita, que bombardeia posições rebeldes há três meses, para assegurar "o apoio e colaboração" deste país a essa decisão. Além disso, os dirigentes rebeldes houthis prometeram a Ban, através de seu enviado especial para o Iêmen, que respeitarão plenamente a pausa no conflito para que a população receba ajuda humanitária.


O movimento houthi e seus aliados, em particular o partido Congresso Geral do Povo, do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, agora inimigo de Hadi, garantiram que "não haverá violações (da trégua) por nenhum combatente sob seu controle". Um porta-voz de Ban indicou que ele espera agora "o compromisso de todas as partes do conflito no Iêmen com esta trégua", estipulada por razões humanitárias, que a ONU espera que seja reconhecida pela Arábia Saudita.

"É imperativo e urgente que a ajuda humanitária possa chegar às pessoas mais vulneráveis no Iêmen sem obstáculos e através de uma trégua humanitária incondicional", assinalou Ban.


Escritório da ONU no Iêmen é atingido por bombardeio da coalizão árabe

Desde que começaram os bombardeios sauditas, mais de três mil pessoas morreram no conflito do Iêmen e um milhão abandonaram suas casas. A ONU media desde o mês passado com o presidente no exílio e o movimento rebelde houthi uma pausa no conflito, que chegaram a se reunir em Genebra, esforço que não obteve sucesso.


Os representantes do governo reivindicavam a retirada das forças rebeldes das cidades tomadas, conforme uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, antes de aceitar qualquer acordo sobre uma trégua. O mediador das Nações Unidas, Ismail Ould Sheikh Ahmed, decidiu então continuar com suas gestões separadamente com cada parte, e viajou primeiro para Riad, onde Hadi está exilado, e depois para Sana, a capital iemenita controlada pelos houthis.

Uma trégua temporária é vista como o primeiro passo para um possível cessar-fogo permanente, a que deveriam se somar medidas como a libertação de prisioneiros, a retirada das forças das cidades e o reatamento de um processo político interno inclusivo.

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