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Em meio a críticas por falta de apoio, Trump reduz o número de tropas dos EUA na Europa

Corte de efetivo pode redesenhar presença militar dos Estados Unidos e aumentar responsabilidades dos aliados

Internacional|Haley Britzky, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Secretário de Defesa dos EUA cancela deslocamentos militares para a Europa e ordena retirada de tropas.
  • Medidas visam responder a críticas de Donald Trump sobre o apoio de aliados europeus.
  • A mudança pode aumentar responsabilidades de países europeus na defesa do continente.
  • Decisão gera preocupações no Congresso americano e críticas sobre sua adequação diante da ameaça russa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tropas americanas, Europa
Redução de tropas combina ajuste logístico e recado político a aliados, especialmente à Alemanha Maja Hitij/Getty Images via CNN Newsource - 01.08.2020

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, cancelou abruptamente nesta semana dois deslocamentos militares dos Estados Unidos para a Europa e ordenou a retirada de outros efetivos do continente, segundo dois funcionários da área de defesa. As medidas fazem parte de uma série de ações para reduzir o número de tropas americanas, após críticas do presidente Donald Trump ao nível de apoio dos aliados europeus.

Um memorando assinado por Hegseth interrompeu inesperadamente o envio planejado da 2ª Brigada de Combate Blindada da 1ª Divisão de Cavalaria, que deveria passar por um revezamento na Polônia e em outros países, incluindo os Estados Bálticos e a Romênia, disseram os funcionários. Parte do efetivo já estava na Europa e agora terá de retornar aos Estados Unidos.


O documento também cancelou o futuro envio à Alemanha de um batalhão especializado no disparo de foguetes e mísseis de longo alcance e determinou que um comando responsável por essas capacidades na Europa seja retirado do continente.

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A mudança ocorre após Trump criticar o chanceler alemão Friedrich Merz, que havia afirmado que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelo Irã, além de o presidente americano ter criticado repetidamente países da Otan por não participarem da guerra contra o Irã. Em 1º de maio, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou que o Departamento de Defesa retiraria cerca de 5.000 soldados da Alemanha após “uma revisão aprofundada da postura de forças na Europa”.


O cancelamento de rotações e deslocamentos pode ser uma forma de contornar os desafios logísticos de retirar rapidamente tropas permanentemente estacionadas na Alemanha, especialmente aquelas cujas famílias também vivem ali, ao mesmo tempo em que reduz o efetivo. Há cerca de 4.700 soldados na brigada cujo envio foi cancelado e mais de 500 no batalhão de mísseis e foguetes de longo alcance, disse um dos funcionários.

Em 2025, havia aproximadamente 38 mil militares dos EUA estacionados na Alemanha, segundo o Council on Foreign Relations, e cerca de 80 mil em toda a Europa.


Pontos de discussão do Departamento de Defesa sobre a mudança nos níveis de tropas, analisados pela CNN, vinculam a decisão diretamente à frustração com a Europa, especialmente com a Alemanha, afirmando que os países europeus “não corresponderam quando a América precisou” e que “a retórica recente da Alemanha foi inadequada e pouco útil”.

“O presidente está reagindo corretamente a essas declarações contraproducentes”, afirmam os documentos. Eles também dizem que a decisão ajudará a “restaurar a prontidão” e enviará um sinal claro de que a Alemanha e outros aliados devem assumir a responsabilidade principal pela defesa da Europa.


O Departamento de Defesa se recusou a comentar sobre os cancelamentos e sobre os pontos de discussão.

Não está claro quantos soldados da 2ª Brigada de Combate Blindada que já estavam na Europa serão agora enviados de volta aos Estados Unidos. Os documentos afirmam que o governo Biden havia reforçado brigadas na Europa em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, mas que essa medida “sempre foi pensada como temporária”.

O batalhão focado em mísseis de longo alcance — o 3º Batalhão do 12º Regimento de Artilharia de Campanha — deveria ir para a Alemanha ainda este ano e “eventualmente ser estacionado no país nos próximos anos”.

O anúncio da intenção de retirar tropas gerou preocupação no Congresso americano; os líderes republicanos das comissões de Forças Armadas da Câmara e do Senado disseram em nota estar “muito preocupados” com a decisão.

“A Alemanha respondeu ao apelo do presidente Trump por maior divisão de responsabilidades, aumentando significativamente os gastos militares e fornecendo amplo acesso, bases e sobrevoos às forças dos EUA em apoio à Operação Epic Fury”, afirmaram o senador Roger Wicker e o deputado Mike Rogers em comunicado conjunto divulgado em 2 de maio, após o plano inicial de redução.

O projeto de orçamento do Pentágono para 2026 estabelece que os Estados Unidos não podem manter menos de 76 mil militares permanentemente estacionados ou deslocados na Europa por mais de 45 dias sem fornecer uma série de notificações e certificações ao Congresso.

Na quinta-feira, a senadora democrata Jeanne Shaheen disse a repórteres que o cancelamento da missão na Polônia “foi uma surpresa”.

“Até onde sei, não fomos informados”, afirmou Shaheen, que integra a Comissão de Forças Armadas do Senado.

“Acho que é uma decisão muito míope”, disse ela. “Envia a mensagem errada — para Vladimir Putin, para a China, para o Irã.”

Autoridades militares têm alertado que a Rússia ainda representa uma ameaça aos EUA e seus aliados na Europa. O general Alex Grynkewich, comandante do Comando Europeu dos EUA e comandante supremo das forças aliadas da Otan na Europa, disse ao Congresso em março que a Rússia “continua sendo um desafio regional duradouro, capaz de ameaçar o território americano”.

“Apesar das perdas significativas na Ucrânia”, afirmou Grynkewich em outra audiência, “a Rússia mantém capacidade para ameaçar interesses dos EUA com seu grande e cada vez mais diversificado arsenal nuclear, capacidades assimétricas e forças terrestres, aéreas e navais competentes.”

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