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Ato contra o Governo Dilma é encerrado na Savassi, em Belo Horizonte

Manifestação contou com 6.000 pessoas e teve início na praça da Liberdade

Minas Gerais|Thaís Mota e Márcia Costanti, do R7

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Manifestantes carregaram faixas contra a corrupção
Manifestantes carregaram faixas contra a corrupção
Passeata seguiu até a praça da Savassi, onde ocorreu a dispersão
Passeata seguiu até a praça da Savassi, onde ocorreu a dispersão

Chegou ao fim em Belo Horizonte a manifestação contra o Governo Dilma, que tomou ruas e avenidas da região centro-sul da cidade. O ato começou por volta de 9h, com concentração na praça da Liberdade. Integrantes de vários movimentos sociais como Vem Pra Rua, Brasil Livre, Minas Sem PT e Grupo Vergonha organizaram o protesto, que contou com seis carros de som. Aproximadamente 6.000 pessoas participaram, conforme levantamento da Polícia Militar.

Por volta de 13h, o grupo marchou em passeata pela av. Cristóvão Colombo em direção à praça da Savassi, onde ocorreu a dispersão. Os organizadores agradeceram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros e oficializaram o fim do evento. Os trios ainda funcionaram por mais alguns minutos, mas por volta de 14h todo o som foi suspenso e as pessoas foram embora.


Confusão e discurso

Logo no início da concentração, fiscais da prefeitura tentaram apreender bandeiras que estariam sendo comercializadas. No entanto, os manifestantes impediram que o material fosse levado. O engenheiro civil Maurício Vidal alegou que os itens não estavam sendo vendidos, mas que os interessados deveriam entregar uma colaboração de qualquer valor.


— Não há venda oficial. O que a gente pede é uma contribuição simbólica porque esse material foi produzido com dinheiro particular. Não tem nenhum partido por trás disso.

Em seguida, os funcionários da PBH entraram em confronto com dois vendedores ambulantes. Vanderlei Rodrigues de Oliveira e o sobrinho dele, Fábio Henrique Lima, alegaram ter sido agredidos pelos funcionários da prefeitura. Eles vendiam água e cerveja de forma irregular no local.


— É porque eu estou trabalhando. Eu sei que é ilegal, mas eu sou metalúrgico e estou desempregado e tenho uma família pra sustentar.

Mais tarde, antes de darem início à caminhada, os participantes do ato ainda acompanharam as palavras do senador Aécio Neves (PDSB), que passou rapidamente pelo local. Ele alegou que participava do protesto "como cidadão e não como político" e chegou a discursar em cima de um trio elétrico. Aécio disse que acredita que o Brasil "vai encontrar seu caminho".


— As pessoas despertaram e qualquer governante vai ter que conviver com este tipo de cobrança. Pela força de sua gente, pelas manifestações que estão ocorrendo hoje, a indignação do brasileiro é enorme, mas o Brasil é mais forte que tudo isso, nós vamos superar esta dificuldade.

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Reivindicações

A advogada Ana Lúcia Viana, de 50 anos, saiu desfilando pelo Bloco dos Indignados de Santa Tereza fantasiada de Dilma em uma roupa de mandioca, fazendo referência ao episódio em que a presidenta "saudou" a mandioca durante um discurso.

— A ideia é criar uma charge viva para trazer os jovens para o movimento porque precisamos de mais decência nesse país. Se o dinheiro da educação e saúde estivessem sendo aplicados corretamente e não na mão desses políticos, talvez tivéssemos um País melhor. E este é um movimento apartidário.

Já o advogado Leonardo Vilela Antunes, de 32 anos, preparou até os cachorros de estimação para participarem do protesto.

— Minha queixa é a mesma de todos que estão aqui, ou seja, é a política q o PT está fazendo no Brasil. Desde o governo Lula que o Brasil está só piorando e com a Dilma foi o estopim. Acho que começou com o mensalão e agora a população não está mais aguentando e resolveu sair às ruas. Eu quero uma mudança geral, uma investigação séria como já está acontecendo e apoio o impeachment da Dilma. Essa é a terceira manifestação que eu participo e todos na minha casa também apoiam.

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