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Caseiro de Bruno entra em contradição durante depoimento à Justiça

Elenílson Vítor e Wemerson Marques são os últimos réus do Caso Eliza a serem julgados

Minas Gerais|Do R7 MG

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Elenílson e Coxinha podem pegar até três anos de prisão
Elenílson e Coxinha podem pegar até três anos de prisão

Os dois últimos réus do caso Eliza Samudio foram ouvidos nesta quarta-feira (28) durante o julgamento no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Elenílson Vítor da Silva negaram ter participado do sequestro e cárcere privado do filho do goleiro Bruno Fernandes, crimes pelos quais são acusados.

O primeiro a ser ouvido no Tribunal do Júri foi Elenílson, que era caseiro do sítio onde Eliza foi mantida antes de ser levada para a morte. O jovem entrou em contradição ao dizer que viu a modelo entre os convidados de uma festa que foi realizada na propriedade dias antes do assassinato. Em depoimentos anteriores, Elenílson havia dito que Eliza ficou isolada na casa e tinha até levado suco e caldo para ela.


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O caseiro também disse que conhece o policial civil José Laureano de Assis, o Zezé. Ele afirma que as 17 ligações entre ele e o policial foram feitas a pedido de Luiz Henrique Romão, o Macarrão.


Em seu depoimento, Wemerson, que cuidou do filho de Bruno com Eliza, disse que foi mandado por Dayanne ao sítio. O motorista contou que quando a polícia apareceu na propriedade, ela ligou para ele pedindo que a encontrasse.

Os dois foram até o bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde um outro carro parou e o menino foi entregue a ele. Wemerson, então, levou Bruninho para a casa de conhecidos, que cuidaram da criança.


Entenda o caso

Na época do sumiço de Eliza Samudio, Elenílson era caseiro do sítio do goleiro em Esmeraldas, na Grande BH, onde a modelo foi mantida em cárcere privado antes de ser levada para a morte. Ele também é considerado primo de criação de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, condenado a 15 anos pelo sequestro e homicídio triplamente qualificado de Eliza. Segundo denúncia do Ministério Público, Elenílson admitiu ter participado do cativeiro ao levar comida para a modelo e o filho dela.

Coxinha era motorista de Bruno e também integrava o "100%", time de várzea bancado pelo ex-goleiro do Flamengo. Ele teria acompanhado a ex-mulher de Bruno, Dayane Rodrigues, quando ela levou Bruninho do sítio para ser escondido, sob outro nome, em Ribeirão das Neves, também na região metropolitaba.

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