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"Cirurgia plástica é igual andar de avião", diz cirurgião de mulher que morreu em clínica de BH 

Profissional foi indiciado em 2021 pela morte de outra paciente; ele diz estar com a consciência tranquila

Minas Gerais|Kauê Miranda*, da Record TV Minas

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Lucas disse que as pacientes sempre são avisadas dos riscos
Lucas disse que as pacientes sempre são avisadas dos riscos

O cirurgião plástico Lucas Mendes, investigado pela morte de sua paciente após cirurgia na última terça-feira (25), se pronunciou para seus seguidores, em uma de suas redes sociais, na tarde desta quinta-feira (27). No pronunciamento, ele afirma que "cirurgia plástica é igual andar de avião". 

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O médico, que já havia sido denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais em 2021 pela morte de outra de paciente, gravou três vídeos em seu perfil pessoal e afirmou que não é moldado pela opinião alheia, pois "não perde tempo" com reportagens e televisão. Além disso, relacionou os riscos de um procedimento cirúrgico com "andar de avião".


"Eu sempre fui um médico que falou de complicações. Tudo pode acontecer. Cirurgia plástica é igual andar de avião, tem risco de cair", afirma o profissional. 

Lucas também fala nos vídeos que "existe uma linha tênue entre a vida e a morte" e que suas pacientes sempre são avisadas dos riscos que os procedimentos podem ter.


"Quando eu escolhi ser médico, com 18 anos de idade, eu já tinha consciência que iria lidar com a vida. Há uma linha muito tênue entre a vida e a morte. Nenhuma paciente minha vai para o bloco cirúrgico sem estar ciente de todos os riscos", continuou o médico. 

Ainda em suas redes sociais, o cirurgião reitera que enquanto souber da pessoa que ele é, estará com a "consciência tranquila" e presta solidariedades a família.


"Enquanto eu tiver consciência do médico que eu sou e da pessoa que eu sou, eu vou ter minha consciência tranquila", completou.

Entenda o caso 

Glayciane Alves Maciel Brito, de 38 anos, morreu, nesta terça-feira (25), após passar por um procedimento estético em uma clínica no bairro Lourdes, na região centro-sul de Belo Horizonte. 

O médico responsável pela cirurgia já foi denunciado pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), pela morte de outra paciente em dezembro de 2021. 

Em 2021, horas depois das cirurgias, Lidiane Aparecida Fernandes apresentou complicações, teve uma parada cardiorrespiratória e precisou passar por manobras de ressuscitação. Ela chegou a ser transferida para um hospital particular, mas não resistiu

*Estagiário sob supervisão de Antônio Paulo

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