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Filho de ex-vereador confessa ter atirado em promotor do Ministério Público 

Suspeito nega participação do pai, que foi cassado a partir de denúncia do MP

Minas Gerais|Do R7

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Suspeito foi apresentado pela polícia nesta segunda-feira (23)
Suspeito foi apresentado pela polícia nesta segunda-feira (23)
Promotor está internado em Uberlândia
Promotor está internado em Uberlândia

Preso por suspeita de atirar nas costas do promotor de Justiça Marcus Vinícius Ribeiro Cunha, em Monte Carmelo, no Alto Paranaíba, Juliano Aparecido de Oliveira confessou o crime. Ele foi apresentado na Cidade Administrativa nesta segunda-feira (23) e nao quis falar com a imprensa.

A apresentação contou com o secretário de Defesa Social, Bernardo Santana, o chefe da Polícia Civil, Wanderson Gomes, o comandante da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini e o procurador de Justiça André Estêvão Ubaldino, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).


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Filho do ex-vereador Valdelei José de Oliveira, ele admitiu que cometeu o atentado porque as denúncias do promotor Marcus Vinícius Ribeiro em 2013 provocaram o processo de cassação do pai, que perdeu o cargo quando era presidente da Câmara. O parlamentar estava envolvido em um esquema de fraude de licitações no município.


O ex-vereador também foi preso preventivamente, mas segundo Juliano Oliveira, não sabia do atentado. Ele afirmou ao delegado Wilton José Fernandes que o ex-vereador não sabia do plano para matar o promotor e não ordenou o crime, conforme divulgado pela polícia. Ainda assim, ele deve permanecer preso até a conclusão das investigações.

Marcus Vinícius Ribeiro Cunha segue internado em estado grave em Uberlândia, para onde foi transferido depois de ser cercado na saída do plantão de sábado (21). Juliano de Oliveira estava em uma moto e atirou doze vezes. A maioria dos tiros atingiu o vidro traseiro do carro de Ribeiro.

Segundo o secretário Bernardo Santana, “uma violência desse tipo é inaceitável a qualquer cidadão. Nesse caso em especial, é uma resposta de Estado quando existe uma agressão a qualquer membro do Sistema de Defesa Social. O Governo de Minas não admite ataques às forças de segurança”.

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