Jovem que caiu de viaduto durante manifestação espera resultado de exame e pode passar por cirurgia
Uma mulher que também sofreu queda durante o protesto já foi operada
Minas Gerais|Do R7 MG

O jovem que caiu de um viaduto da região da Pampulha durante manifestação nesta segunda-feira (17) continua internado no Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Venda Nova.
De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, Gustavo Magalhães Justino, de 18 anos, sofreu uma lesão na bacia e espera o resultado de raios-X de coluna, joelho e do calcâneo para saber se precisará passar por cirurgia ou não.
O jovem sofreu uma queda de pelo menos seis metros após despencar do viaduto José Alencar, na avenida Antônio Carlos.
Durante o mesmo protesto, uma mulher também caiu de outro viaduto, mas da avenida Antônio Abrahão Caram. Nathália Nascimento Dantas, de 21 anos, sofreu queda de em torno de três metros e foi levada para a mesma unidade de saúde que Justino. A jovem teve fratura exposta do fêmur direito e de punho.
Nathália já passou por cirurgia e, ainda nesta terça-feira (18), será encaminhada ao Hospital Mater Dei, no bairro Santo Agostinho, na região centro-sul da capital mineira.
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Confronto
A avenida Antônio Carlos foi palco do confronto entre os manifestantes e integrantes da Polícia Militar nesta segunda (17). No meio da confusão, os policiais atiraram bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra quem participava do protesto.
O grupo, que saiu da praça Sete, no centro da capital mineira, e seguia em direção à avenida Antônio Carlos, que dá acesso ao Mineirão, tentou furar o cerco da polícia, que revidou atirando as bombas.
Nas redes sociais, quem participava da manifestação afirmou que os policiais usaram helicópteros para jogar os artefatos.
O protesto começou por voltar das 13h30. Jovens chegaram a deitar no encontro das avenidas Afonso Pena e Amazonas para impedir a passagem dos veículos. Em seguida, foram em passeata do Complexo da Lagoinha até a avenida Antônio Carlos.
Moradores das áreas no entorno do trajeto da marcha e estudantes da UFMG que estavam no campus e ajudaram a "engrossar" o movimento, que começou com cerca de 12 mil pessoas na praça Sete. Durante a noite, a praça voltou a ser completamente ocupada pelos manifestantes.













