Manifestantes deixam o centro de BH e seguem para a Savassi
Primeiro protesto, na última quarta-feira, teve conflito com a polícia e 61 pessoas detidas
Minas Gerais|Felipe Rezende, do R7

Como prometido e anunciado, manifestantes fazem nesta sexta-feira (14) o segundo protesto contra o aumento das tarifas de ônibus na praça Sete, no centro de Belo Horizonte. Desde o dia 8, as passagens subiram de R$ 3,10 para R$ 3,40 na capital.
Depois de se concentrarem no quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro, onde começou o protesto da última quarta-feira (12), marcado por conflitos e violência policial, os cerca de 500 participantes fecharam a avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras. A Polícia Militar tinha afirmado quepoderia "usar força" se o trânsito ficasse completamente bloqueado.
A corporação deu prazo de 15 minutos para os manifestantes liberarem a via. A BHTrans desviou o tráfego de veículos no local. Os participantes do ato organizaram cordões de isolamento de mãos dadas para evitar que as pessoas invadissem a faixa de emergência, que está livre para circulação. Eles afirmam que devem caminhar em direção à Savassi.
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O comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Gianfranco Caiafa explicou que pretende negociar com os participantes para que uma faixa de trânsito seja mantida livre durante o ato. Caso o acordo não seja respeitado, o militar admitiu que poderá recorrer às balas de borracha e bombas de efeito moral.
O comandante ressaltou que "se receber ordem para desobstruir a via, viu usar a força".
— A nossa estratégia não muda. Vamos pedir para deixar uma faixa para o trânsito fluir, é só isso que a gente quer. É um pedido bem razoável. Se não deixarem essa faixa, vamos negociar. Se eu receber ordem para desobstruir, eu vou usar força, vou desobstruir normalmente.
Ato de quarta começou pacífico
O ato de quarta-feira começou pacífico, por volta de 18h, na av. Afonso Pena, em direção à praça Sete, no centro da cidade. No entanto, perto da praça Afonso Arinos, na esquina com a avenida Augusto de Lima, houve confronto. Parte dos participantes tentaram se refugiar em um hotel localizado na rua da Bahia, entre a avenida Augusto de Lima e Afonso Pena e acabaram cercados e detidos sob a acusação de dano contra o patrimônio. De acordo com Caiafa, a direção do hotel pediu apoio policial e foi necessário reagir contra o grupo que impedia a saída dos presos.
— O que é violência para eles, não é para nós. Para gente, é força legal. Eles estavam dificultando a gente a sair com os detidos e precisamos usar a força. As pessoas ficam horrorizadas, mas se não tiver jeito, a força tem que ser usada, foi totalmente necessário. A gente não queria, tentamos negociar o tempo todo, mas não tinha outra saída.
Ainda segundo ele, o disparo de balas de borracha começou em resposta às pedras que teriam sido arremessadas pelos manifestantes em direção aos policiais.
— A gente também respira o gás de pimenta, não temos prazer nenhum em usar a força.















